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Os Olhos de Allan Poe

de Louis Bayard
Editor: Saída de Emergência, Janeiro de 2023 ‧
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1830. Na Academia de West Point, a tranquilidade é perturbada pela descoberta do corpo de um jovem cadete enforcado junto ao recinto da formatura. Na manhã seguinte, constata-se que alguém assaltou o quarto onde o cadáver repousava e levou o coração. Desesperada para evitar publicidade negativa, a academia contrata os serviços de Augustus Landor, ex-detetive de renome.

Nos interrogatórios iniciais, Landor fica impressionado com os astutos poderes de observação de Edgar Allan Poe, um caprichoso e curioso jovem cadete com propensão para a bebida e um passado sombrio. Trabalhando em estrita colaboração, os dois homens desenvolvem um relacionamento profundo à medida que a investigação os conduz a um mundo oculto de sociedades secretas, rituais de sacrifício e mais cadáveres. Porém, os macabros homicídios e o passado secreto de Landor ameaçam afastar os dois e terminar com a sua recente amizade.

«Sangrento e melodramático como a escrita do próprio Poe…»
Sunday Times

Os Olhos de Allan Poe

de Louis Bayard

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897734793
Editor: Saída de Emergência
Data de Lançamento: Janeiro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 231 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
EAN: 9789897734793

MELHOR LIVRO DO ANO ATÉ AO MOMENTO

Nuno Ferreira

Se apreciei o filme, confesso que achei o livro ainda melhor, apesar das diferenças não serem significativas. A história é passada numa época e ambiente propícios ao desenvolvimento de boas histórias – como são os thrillers! – de teor gótico e policial. Aliado à trama surpreendente, e talvez por já conhecer a história, degustei calmamente da escrita incrivelmente poética e desconcertante de Louis Bayard, repleta de cuidado e detalhes. O desenvolvimento da história é lento, mas categórico. Ele dá vida e credibilidade aos acontecimentos macabros de West Point, retratando a vida dos cadetes e dos oficiais, as suas insubordinações e os preconceitos associados à vida militar. Paralelamente a isso temos Augustus “Gus” Landor, um vizinho da academia, que foi para aqueles lados com a mulher e a filha para se livrar de uma tuberculose, e acabou por ficar ali sozinho, num sopro de tempo. Quando Leroy Fry morre e o seu coração é roubado do hospital académico, os conservadores oficiais que governam o inóspito reduto militar convidam Landor, como ex-detetive de prestígio, a resolver o enigma. No entanto, terão de lidar com os seus próprios estereotipos: não lhes agrada a fama que ele granjeara ao longo do tempo, os seus métodos e a sua falta de “vassalagem” para com os graus hierárquicos. É um homem prático e pedante, sem nada a perder na vida. Desafortunadamente, o cadáver de Fry não é o único problema e para ajudar o detetive a quebrar os enigmas, Landor nomeia o cadete Poe (a personagem é o escritor Edgar Allan Poe, considerado o “pai do terror”, que apresenta aqui um retrato realista da sua versão mais jovem). Os oficiais não estão de acordo, o poeta é franzino, gabarola e arruaceiro, mas acabam por ver-se obrigados a aceder. O restante da narrativa enquadra o relacionamento entre os dois, quase uma relação pai-filho, dois amigos que se vão conhecendo aos poucos e que nos dão a conhecer os seus dramas e desgostos, ao mesmo tempo que têm de sobreviver aos desafios em seu redor. Louis Bayard foi uma grata surpresa. A forma como ele conduz a história não é para todos os públicos. Os Olhos de Allan Poe é uma história que se desenvolve lentamente, que certamente não agradará a quem estiver à procura de livros superficiais e cheios de ação. Mas cada capítulo é uma boa surpresa. Uma coisa que gostei muito foi as referências aos livros, dos livros satânicos do professor Pawpaw aos volumes em casa de Landor de que Poe se maravilhou (e eu com ele), incluindo Byron, e também os poemas de Poe, que alega serem os mortos a ditarem-lhe. Os poemas de Poe foram mesmo verdadeiros e Augustus Landor, o protagonista do livro – personagem fictícia – foi mencionado num dos poemas deste autor carismático e que marcou não só uma época, como um género, como foi o inconfundível Edgar Allan Poe. Melhor livro que li este ano, até ao momento.

Excelente

Maria José

Um livro bastante diferente dos que tenho lido ultimamente, e que grande prazer me deu. Neste romance/policial gótico, Gus Landor, um polícia aposentado é solicitado a investigar a morte de um militar da academia de West Point, e para o ajudar, convida um cadete muito especial, Edgar Alan Poe. É uma história fictícia que usa nomes de personagens reais, como o de Poe e outros oficiais da academia. Durante a leitura tive a sensação que estava a ler um clássico, talvez pela sua linguagem cuidada. É uma escrita melodramática e sombria bem ao estilo do denominado “pai do terror”. Este livro está genial e tem imensas referências ao trabalho de Poe. Como o nome do investigador que vem de um título de um dos seus poemas. Durante o livro temos a oportunidade de ler um poema (inspirado em duas obras de Poe ) mas só no final o conseguimos entender na sua plenitude. Adorei essa parte!! Uma história dramática, com romantismo sombrio, um pouco macabra e com um cheirinho de sobrenatural. Muito original e com um plot twist fantástico. Também já vi o filme e, como é natural, tem algumas diferenças. Não fugiu da essência do livro apesar de não ser tão especial. De qualquer forma recomendo muito os dois. Boas leituras! MJ¿¿

SOBRE O AUTOR

Louis Bayard

Louis Bayard é o aclamado autor de dez romances, incluindo Jackie & Me, Courting Mr. Lincoln e Os Olhos de Allan Poe, que foi adaptado pela Netflix num filme protagonizado por Christian Bale. Os artigos e recensões de Louis Bayard foram publicados no The New York Times, The Washington Post, Salon e Paris Review.

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