Os Mutilados

de Hermann Ungar
Editor: E-primatur, novembro de 2015 ‧
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Os Mutilados foi a obra a encabeçar a lista de livros a destruir pelo regime nazi. Em poucos anos, quando a Alemanha nazi foi derrotada, Ungar e a sua obra tinham sido apagados do panorama literário europeu quase uma década depois de ter sido louvada como uma das mais marcantes na literatura de expressão alemã. Só no final do século XX foi redescoberto.
A história de um empregado bancário neurótico e socialmente inepto cuja grande ambição é a criação de uma vida controlada e sem surpresas, mas que é arrastado para o caos total, numa cadeia de eventos imprevisíveis, por vezes ridículos, por vezes tremendos.
Escrito em pleno coração cultural de uma Europa sob influência das doutrinas de Freud, Os Mutilados é um romance que nos fala das nossas inseguranças e põe a nu as relações menos lícitas e raramente abordadas entre o indivíduo e a sociedade.
Obra de escândalo na forma como aborda as temáticas sexuais, o livro de Ungar integra hoje o cânone da melhor literatura europeia da modernidade, é justamente reconhecido como o primeiro thriller psicológico e consegue ser tão ou mais moderno do que muito do que se escreve nos nossos dias.

Os Mutilados

de Hermann Ungar

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899943803
Editor: E-primatur
Data de Lançamento: novembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 234 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 182
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899943803

Vertiginoso na captura..e na queda

Fábio Lavos Martins

Um excelente livro para quem procura leitura compulsiva. Expressionista e hiperbolizado, faz desfilar uma torrente de personagens e uma ainda maior paleta de disfunções comportamentais. Frank Polzer, a personagem central, é um irreprimível obsessivo compulsivo, com uma ambiguidade sexual latente ( que se presume causal à perturbação psicótica), e que tenta manter ordenado o seu universo, crivado de personagens limite. Desde a exploração sexual da sua senhoria ( Porges) ao amigo por quem terá tido, em tempos idos, uma franca atracção ( Fanta) e que é um indefinido mutilado ( perturbação que se estende à mulher, ao filho, e a mais personagens que houvesse), não faltando sequer o instinto maníaco e homicida ( do enfermeiro Sontagg) a compor um livro que, depois de nos agarrar, faz questão de nos afundar com ele, de tão negro, cinzento e sério que quer ser. Um bom libro checo, mas que falha a excelência

SOBRE O AUTOR

Hermann Ungar

Hermann Ungar (1893-1929), foi um escritor judeu da Morávia de expressão alemã. Particularmente ativo no meio literário intelectual de Berlim, Viena e Praga na terceira década do século XX, Ungar foi influenciado pelo Expressionismo e pela psicanálise. As suas obras testam até aos limites mais negros o tecido social e abordam temáticas de choque como a sexualidade e a doença psicológica. Admirado por todos os grandes nomes da cultura germanófila, foi comparado a Kafka aquando da sua publicação em França onde a sua obra foi traduzida perto do final da sua vida. Autor de dois romances, vários contos, peças de teatro e ensaios, Ungar foi esquecido durante a Segunda Guerra Mundial tendo as suas obras sido especialmente destacadas entre a lista de livros a destruir pelo regime nazi. Nos anos 80, após uma nova tradução francesa da sua obra, o escritor foi ressuscitado tendo sido traduzido em mais de duas dezenas de línguas e vendo novamente o seu nome a figurar no cânone da literatura europeia.

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