Os Mares do Sul
SINOPSE
O trabalho de Carvalho - um detetive barcelonês de origem galega, ex-comunista, gastrónomo - é descobrir o que Stuart Pedrell fez durante esse ano. Para isso, começa por conhecer a personalidade peculiar da vítima - os seus passatempos intelectuais e a sua obsessão em seguir os passos de Gauguin e ir aos mares do Sul, que no romance é um símbolo insistente do sonhado e do irrealizável, símbolo de plenitude e purificação moral. Ao mesmo tempo, Pedrell está no centro de um turbilhão que tem como pano de fundo o sentimento de frustração geral vivido na Catalunha.
Da alta sociedade rica ao submundo dos subúrbios, o romance traça um quadro intenso de personagens e ambientes que reflete os conflitos pessoais e coletivos da Espanha daquela época, mas também o conjunto de contradições que se vivia e continua a viver na Catalunha.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Ele foi o escritor mais rápido do mundo, autor prolífico de poemas e contos, colunista que só fracassou porque a morte lhe ordenou. Mas o seu trabalho continua a circular nas livrarias.»
Juan Cruz, El País
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897229916 |
| Editor: | Quetzal Editores |
| Data de Lançamento: | maio de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 210 x 22 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 320 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Serpente Emplumada |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Policial e Thriller
|
| EAN: | 9789897229916 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Pepe Carvalho, que personagem
Ler, um prazer adquirido
Um investigador privado, cínico, investiga um morto desaparecido. Ou seja, um homem que desapareceu e, um ano depois, apareceu morto. Queria mudar de vida, de país, de continente, de mundo e, por fim, encontraram- no esfaqueado entre latas e entulho. Um fracassado. Um rico fracassado. Pepe Carvalho é o investigador que tem como único patriotismo o gastronómico, enquanto tenta perceber onde esteve o morto durante um ano em que anunciara ir para os mares do Sul. “No dia em que nós, intelectuais ou artistas, apreciarmos alguém, é porque se nos afundou o ego e, nesse dia, deixaremos de ser intelectuais e artistas.” Um romance algo complexo dado o contexto sócio-político em que se desenvolve, com a melancolia dos ricos e a revolta dos pobres, numa sociedade bem caracterizada por uma linguagem elaborada e vibrante que projecta um quadro vivo. De referir, que este romance é de 1979. A irreverência e a sagacidade de Pepe Carvalho fazem desta uma boa leitura.
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