SINOPSE
Internado numa instituição psiquiátrica, o pintor remete-se ao silêncio absoluto e recusa-se a revelar as razões que o levaram a atacar a obra de arte que retrata o corpo nu de uma mulher subjugada por um grande cisne branco. A única coisa que Oliver faz é desenhar repetidamente a figura misteriosa de uma bela mulher vestida à moda do período vitoriano.
Desesperado por compreender o segredo que atormenta o génio, o psiquiatra embarca numa viagem que o leva a conhecer as mulheres da vida de Oliver e a descobrir um trágico segredo esquecido há mais de cem anos. À entrada do labirinto, Marlow não sabe ainda que também ele será acometido por uma estranha obsessão.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896720346 |
| Editor: | Suma de Letras |
| Data de Lançamento: | outubro de 2010 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 152 x 230 x 39 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 624 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896720346 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Os Ladrões de Cisnes
Joana Lírio
Depois do Historiador, Kostova oferece-nos um mistério histórico, que surge na sequência de um tratamento que o psiquatra Andrew Marlow tenta conduzir a um pintor de renome, Robert Oliver, após este ter tentado destruir um quadro na Galeria Nacional em Washington. Perante um paciente que se recusa a falar-lhe e que pinta obcessivamente um retrato de uma mulher desconhecida, Marlow procura a ex-mulher do pintor, construindo assim o seu percurso de vida e um lado perturbado que se foi revelando ao longo de anos até culminar no estranho ataque ao quadro. Vamos seguindo as pistas que recolhe dos testemunhos de outras tantas personagens secundárias. Ao mesmo tempo, acompanhamos uma história passada há mais de 100 anos, que sabemos estar de alguma forma relacionada com Robert Oliver. Os pontos de interesse na história são bastante fortes, o mistério que encerra a mulher dos quadros de Robert, a excelente construção da personagem do pintor Robert, tão extravagante e imprevisível. E claro, o talento inegável de Kostova em descrever os ambientes e locais por onde passa Marlow na sua busca por encontrar um sentido. Mas depois há outras coisas que não são tão boas, como a personagem de Marlow, muito apagado, chegando mesmo a tornar-se entediante, a sua suposta obcessão pelo percurso de Robert Oliver não tem expressão suficiente para suscitar interesse (valha-nos a personagem de Robert ser tão fasninante) e nas descrições vacilantes de cenas de sexo ou amor, nota-se sempre um certo desconforto. Para além disso, a meio do livro começamos a compreender o que se vai passar, e a previsibilidade do que está para acontecer não nos larga desde aí, tornando a leitura mais monótona. O pior: o desfecho da história de Robert Oliver. O melhor: um pormenor simples que fica a pairar sem confirmação. Essa questão que fica no ar deixa a promessa que Kostova vai continuar a escrever grandes livros, mesmo que este não tenha sido tão forte como o anterior.
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