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Os Homens Não Choram

de Joan Turu
Editor: Alma dos Livros, maio de 2022 ‧
15,95€
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O Gui está inquieto. Já percebeu que está a crescer e sabe também que, com o passar do tempo, os rapazes se tornam homens. A questão é que ele não está certo de como agir quando esse dia chegar.
Então, decide começar a observar os homens que vê à sua volta, na rua, na família, e também aqueles que aparecem nos livros e na televisão, e imitá-los.
Porém, quando começa a seguir as atitudes alheias, fica triste e preocupado pois não está feliz. Estará o Gui preparado para ser quem é em lugar de corresponder às expectativas dos outros?

Um livro brilhante que reflete sobre os rótulos sociais que são transmitidos de geração em geração e mostra às crianças que têm o direito de mostrar os seus sentimentos e nunca precisam de deixar de ser quem realmente são.
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Ler é um Carnaval

Seja pela festa de gente mascarada ou pela festa de ler gente que ainda está a encontrar a sua máscara, ler permite sempre ver que, atrás de uma coisa, está sempre outra coisa. Vamos a alguns exemplos. O país do Carnaval Começámos por aqui, só por ser a opção mais fácil. E porque é a opção que tem Jorge Amado. Lê-lo é sempre uma festa, mesmo que no texto esteja qualquer coisa que nos vá pôr peso no estômago.
Aqui, temos o primeiro romance do escritor brasileiro. Publicado em 1931, foi a porta de entrada para o vendaval que viria de seguida. A imagem do Brasil aparece como coisa panorâmica. Paulo Rigger, ao voltar para o país após sete anos em Paris, já não sabe bem o que vê na sua terra natal: de um lado, há uma imagem festiva; do outro, há a vida a existir a partir dos escombros. No fim, Paulo lá resolve regressar à Europa, ido do porto do Rio de Janeiro, deixando para trás uma cidade marcada pelo ritmo e pelas cores do Carnaval. QUERO LER!








  Os homens não choram Ler é este Carnaval de emoções – da confusão à pura angústia. Coitado do Gui, tanta pressão logo desde o berço. No início, era feliz, que é como as crianças devem ser, mas depois começou a ficar preocupado. A fita métrica marcava cada vez mais centímetros e ele bem sabia o que aquilo queria dizer: de menino, ia passar a homem. Não sabia bem o que era isso, ou o que era suposto fazer. Com o avô, tinha sido mais fácil – ouvira a história de que o serviço militar é que o ensinara a ser homem. Lá começou a prestar atenção aos homens que via na rua e na televisão: uns competitivos, outros fanfarrões, outros armados em espertos. Sem se ensaiar muito, fez o mesmo, e aquilo deu problemas na escola. Findo o dia, sentia-se mal – e começou a chorar, sentindo-se a seguir pior por isso. Até que alguém lhe disse que não havia crise, que os homens também choravam. QUERO LER!

  A minha incrível escola A escola do Henrique é muito melhor do que a minha. Diria mesmo que aquilo sim, é um Carnaval, uma festa, uma alegria. A colega que mostra a escola ao Henrique diz-lhe que a escola não é nada de especial, mas que mais se pode querer do que uma lula gigante como mascote da turma? O professor de música é uma estrela de rock, ninguém quer saber das equações, há uma nave espacial na sala de ciências, sai-se do edifício por um escorrega gigante para atalhar caminho. O recreio é um espetáculo, com um parque de diversões em cima de uma árvore – embora a colega do Henrique continue a dizer-lhe que aquilo não é nada de especial. Na cantina, o puré de batatas explode; na biblioteca, os sortudos perdem-se entre tantos livros. No final, a colega, que acha tudo aquilo banal, em vez de apanhar o autocarro, leva boleia da mãe para casa – e vai de nave espacial. QUERO LER! O raposo e a estrela Aqui o Carnaval é outro – é o Carnaval da coetaneidade. A Floresta de Birnam é um coletivo de cultivo de guerrilha, fundado na Nova Zelândia cinco anos antes da ação. O grupo cultiva terrenos em que mais ninguém repara, e quer fazê-lo longe dos olhares curiosos. Ora, esses terrenos são os mais apetecíveis para quem quer fazer coisas ilegais, tal como Robert Lemoine, que enriqueceu com drones e a quem a fortuna não basta. Ao longo da leitura, o ponto alto são as contradições entre os ativistas, até porque, mais do que explorar os contrastes entre o preto e o branco, a autora quis explorar os que existem no cinzento. Ver isto é uma festa. Raras vezes estes temas terão sido tratados com tanta delicadeza e tanta sensatez – e, sobretudo, com tanta vontade de dizer e explorar. Volta e meia, o leitor até chega a ter vontade de se meter nas conversas. Não o faz por dois motivos: seria falta de educação e isto é um romance. QUERO LER!

Os Homens Não Choram

de Joan Turu

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899054950
Editor: Alma dos Livros
Data de Lançamento: maio de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 222 x 283 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 40
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Contos Fábulas e Narrativas > Infantil (6 a 10 anos)
EAN: 9789899054950

Adoramos

Joana

Um livro que mostra como crescer

Muito bom

Rita Alves

Um livro importante para quebrar estereótipos nas crianças. É um livro de fácil leitura, leve e bonito. Recomendo!!

SOBRE O AUTOR

Joan Turu

Joan Turu nasceu em 1984 e é um ilustrador profissional dedicado à literatura infantojuvenil. Além de ilustrar histórias para os mais novos, trabalha também com escolas. Com uma caixa de lápis aprendeu que, mesmo não conseguindo mudar o mundo, podia criar no papel, nem que fosse por alguns momentos, um mundo onde palavras como respeito, solidariedade, empatia, paz e, acima de tudo, amor, fossem vividas no dia a dia. Depois de estudar ilustração na Escola de Arte Manresa e abrir os olhos pela segunda vez, entendeu que, como o desenho, se mudarmos a nossa perspetiva do ponto de vista do mundo, podemos realmente mudar o mundo!
Saiba mais em: http://www.joanturu.cat/

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