Os Gatos de Shinjuku
SINOPSE
A exuberância das noites de Tóquio é o pano de fundo de Os Gatos de Shinjuku, uma história feita de encontros - humanos e felinos -, vidas intrincadas, poesia palpitante e redenção. Terno e original, é um romance inesquecível.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789892365831 |
| Editor: | Edições Asa |
| Data de Lançamento: | junho de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 158 x 236 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 224 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789892365831 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Gostei Muito
Nelson Lourenço
Durian Sukegawa tem o dom raro de transformar aquilo que é pequeno, discreto e aparentemente banal em momentos de ternura e contemplação. Depois de Doce Tóquio, voltei ao seu universo literário — e, mais uma vez, encontrei um autor que escreve com a sensibilidade de quem observa o mundo através de um vidro ligeiramente embaciado, onde cada detalhe é um convite à introspeção. Os Gatos de Shinjuku é um livro curto, mas cheio de atmosfera. Um passeio sereno pelas ruas de Tóquio, guiado pela presença silenciosa e simbólica dos gatos que habitam o bairro de Shinjuku. Através de episódios quase fragmentados, acompanhamos vidas diferentes — algumas à deriva, outras em busca de sentido — que se cruzam, se tocam e se afastam, como sombras a passar sob luzes de néon. Sukegawa volta a fazer aquilo que faz tão bem: tornar visível o que costuma passar despercebido. Os gatos aqui não são apenas animais: são ecos de memórias, guardiões silenciosos, presenças que observam mais do que interferem. Representam a liberdade de quem não pertence a lado nenhum… e, ao mesmo tempo, a solidão de quem vagueia sem destino. À medida que seguimos estas pequenas criaturas, cruzamo-nos com pessoas que carregam as suas próprias feridas: trabalhadores exaustos, idosos que vivem esquecidos, jovens que procuram um lugar onde encaixar, pessoas que vivem dentro da cidade, mas à margem dela. Tudo isto é narrado com a calma e a poesia contida que marcam a escrita do autor. Shinjuku não é apenas cenário. É personagem viva — caótica, luminosa, barulhenta, mas também cheia de recantos onde o silêncio mora. O contraste entre o movimento frenético da cidade e a paz dos gatos torna o livro ainda mais interessante. Sukegawa mostra um Japão menos turístico, menos idealizado e mais humano, mais real, mais ferido — mas ainda assim belo. Apesar de ser uma leitura leve no ritmo, Os Gatos de Shinjuku carrega temas fortes: a solidão urbana, a busca por pertença, a memória dos lugares, a compaixão que nasce dos gestos pequenos. É um daqueles livros que não precisa de grandes enredos para tocar o leitor. A mensagem chega devagar, como um gato que se aproxima sem fazer ruído. Dei 4 estrelas porque, apesar de breve, é um livro com alma: delicado, observador e silenciosamente poderoso. Não atinge a força emocional de Doce Tóquio, mas oferece algo igualmente valioso: um olhar terno sobre a forma como coexistimos — humanos e animais — numa cidade que nunca dorme. É uma leitura perfeita para quem aprecia histórias poéticas, atmosféricas e cheias de pequenos significados. E para quem acredita que, às vezes, basta seguir um gato para descobrir algo sobre nós mesmos.
Poesia, solidão e encontros improváveis
Ana Pinho
Um jovem perdido na vida, um café diferente e um curioso jogo de apostas em gatos — assim começa esta história que nos mostra o lado mais cru e real da vida urbana. Uma leitura interessante e com o estilo inconfundível do autor. É o segundo livro que leio dele e, embora tenha gostado mais de Doce Tóquio, este continua a ser uma leitura que vale a pena.
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