Os Fantasmas Inquilinos

de Daniel Jonas
Editor: Cotovia, julho de 2005 ‧
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Surgem, ocasionalmente, vozes com um léxico singular, capaz de alumiar as palavras por dentro, e de invocar paisagens éticas por entre o labor estético.

Obstinadamente invisto contra uma corrente contrária
Que obstinada investe contra mim uma musa
De saliente fala. Libertar-me bem queria mas não sei
Se o medo se a circunstância se a melancolia
Me treme quando só o lance resolvia, me limita
Quando a imensidão pedia, me oxida o aço à porfia.
Tudo à volta me comprime numa mesquinha condição
E O'Neill às vezes não existem teu machado de língua afiada,
Tuas ensinadas varinas de sinuosas varizes,
Tuas empenadas narinas de empinados narizes,
Às vezes O'Neill é só o vazio e suas raízes.
[A falta saliente, p. 18]

Os Fantasmas Inquilinos

de Daniel Jonas

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727951253
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: julho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 203 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789727951253
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Daniel Jonas

Daniel Jonas é poeta, dramaturgo e tradutor. Enquanto poeta, publicou, entre outros, Sonótono (Cotovia, 2006), que lhe valeu o prémio PEN de Poesia, (Assírio & Alvim, 2014), galardoado com o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da APE, e Cães de Chuva (Assírio & Alvim, 2022), vencedor do Prémio Literário Fundação Inês de Castro. Foi ainda um dos sete poetas nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, pelo seu livro Passageiro Frequente (Língua Morta, 2013), traduzido em polaco por Michal Lipszyc. Antes tinha sido distinguido com o prémio Europa David Mourão-Ferreira, da Universidade de Bari/Aldo Moro, pelo conjunto da sua obra. Traduziu vários autores, entre os quais John Milton, Shakespeare, Waugh, Pirandello, Huysmans, Berryman, Dickens, Lowry, Henry James e William Wordsworth. Como dramaturgo, publicou Nenhures (Cotovia, 2008) e escreveu Estocolmo, Reféns e o libreto Still Frank, todos encenados pela companhia Teatro Bruto.

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