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Origami

de José Gardeazabal
Editor: Companhia das Letras, setembro de 2024 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Neste romance, somos conduzidos por caminhos que divergem, que se cruzam e voltam a separar-se, e que confluem num território partilhado entre narrador e leitor, como num jogo de espelhos: Origami é uma história de família e de desencontros emocionais, ao mesmo tempo que é a narrativa de autodescoberta de um rapaz em busca de si mesmo e do seu lugar, numa trama que se desdobra ainda em retrato social, em crónica da contemporaneidade, em quebra-cabeças de um crime, em radiografia do fim dos tempos.

Servindo-se do tom despojado a que o autor nos vem habituando — ora ácido, ora melancólico —, Origami fala-nos da solidão acompanhada, essa grande doença do século, mas também nos confronta com o incomensurável drama coletivo das migrações. Pelo meio, há um misterioso homicídio para resolver. Ao dirigir a luz para lugares quase sempre cheios de sombra, este é um livro inesperadamente libertador.

«Monto o origami de um avião. Eu sou o avião de papel, o meu próprio corpo papel. Os braços são importantes porque são as asas. Quando a dor aperta, faço um origami de mim mesmo. […] Desta vez deitei-me no chão, pernas e braços em ângulo agudo, os cotovelos e os joelhos no chão, os pés no ar eram a cauda branca do avião. Estou descalço e esbracejo, as mãos imitam pássaros feridos. Com asas e cauda, sou quase todo avião. Tento espalmar-me no chão, fininho, feito japonês. Não consigo, afinal sou criança, não folha de papel.»

Origami

de José Gardeazabal

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895832194
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: setembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 230 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895832194

SOBRE O AUTOR

José Gardeazabal

José Gardeazabal nasceu em Lisboa, em 1966. O seu primeiro livro de poesia, história do século vinte (2015), foi distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura. Publicou, na Companhia das Letras, os romances Meio homem metade baleia (2018, finalista do Prémio Oceanos), A melhor máquina viva (2020, primeiro volume da «Trilogia dos Pares»; finalista dos prémios Fernando Namora, Correntes d’Escritas e Sociedade Portuguesa de Autores; um dos livros do ano para os jornais Expresso e Público), Quarentena — Uma história de amor (2021, finalista do Prémio Oceanos), Quando éramos peixes (2022, segundo volume da «Trilogia dos Pares»; finalista do Prémio Correntes d’Escritas), A mãe e o crocodilo (2023) e Origami (2024).

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