Omertá
EXCERTOS
(...) Falo de um homem que possuía livros de poemas. Foi talvez o único real leitor de poesia. Ele abria os livros, um livro. Escolhia um poema. Era um ritual misterioso. Porque ele raspava as letras da página, cuidadosamente, como para conservar a integridade do papel. Raspava e reunia os pedaços negros. Aquecia então água com o vagar próprio da vertigem. Uma estranha ciência de vapores. (...) Veio de muito longe o homem que me pagou todas as dívidas na cidade. Tinha cabelo liso e não falámos muito. Eu estava calmo. Dormi uma última noite antes de partir. A última noite é para o homem que veio de muito longe poder afastar-se. A última noite, não tenhas ilusões, é para ficar a dever. (...)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895522521 |
| Editor: | Quasi Edições |
| Data de Lançamento: | abril de 2007 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 193 x 144 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 72 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Uma existência de papel |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
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| EAN: | 9789895522521 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Uma obra poética a guardar e reler
João Coelho
Vasco Gato é um dos poetas confessionais aos quais se deve voltar uma e outra vez, pois há sempre algo novo a descobrir. Existe muito um "tu" na sua poesia, alguém sobre quem debruça os seus sonhos, os seus medos, os seus podia-ter-sido-assim. Lê-lo é saborear o que este sub-género da poesia tem de melhor para oferecer.