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Olinda, ou a Abbadia de Cumnor-Place

de Antónia Pusich
Editor: Livraria Pedro Cardoso, abril de 2024 ‧
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«Neste volume, encontra-se o primeiro romance de Antónia Gertrudes Pusich, Olinda, ou A Abbadia de Cumnor-Place. Poema original em 5 cantos. Publicado pela primeira vez em 1848, não terá sido submetido a uma reedição senão agora, passados 176 anos. Quando escreveu este romance, em 1844 (a data da criação antecede quatro anos a da publicação), Antónia não podia antever que o arquipélago onde nasceu e viveu a primeira infância adquiriria um dia a independência política, e que essa elevação ao estatuto de Estado faria dela o primeiro autor nacional a escrever um romance. Olinda, ou a Abbadia de Cumnor-Place inaugura, pois, a produção romanesca de autoria cabo-verdiana. A este facto não é alheio um outro: o de ser uma editora cabo-verdiana a restituir-nos o prazer de percorrer sensualmente as páginas deste livro, longe do recato das bibliotecas institucionais.»
Da Apresentação

Olinda, ou a Abbadia de Cumnor-Place

de Antónia Pusich

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899186101
Editor: Livraria Pedro Cardoso
Data de Lançamento: abril de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 129 x 201 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 148
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899186101

SOBRE O AUTOR

Antónia Pusich

Antónia Gertrudes Pusich nasceu na ilha de São Nicolau, no Outono de 1804, filha de uma senhora próxima da corte e de um ragusano ao serviço da Armada Portuguesa. Tendo passado a infância e a adolescência entre Cabo Verde e o Brasil, fixou-se definitivamente em Lisboa em meados dos anos 20. Terá sido por esta altura que debutou na poesia. Serão, no entanto, os anos 40 a marcar a sua projeção literária. Neles, escreveu várias peças de teatro, algumas obras de poesia, dois opúsculos de intervenção político-social e dois romances, entre os quais o que ora se publica. Foi ainda neste decénio que fundou o primeiro dos seus três jornais, A Assembléa Litteraria (a que se seguiriam A Beneficencia (1852) e A Cruzada (1858)), de todos tendo sido a diretora e principal redatora. Participou na campanha para as eleições de 1845, apelando ao voto em Costa Cabral, de quem era amiga. Maçona, intransigente católica e feminista, fez do direito das mulheres à instrução a sua principal cruzada. Embora alguns membros da família real e várias das principais figuras do mundo político e cultural da época integrassem a sua rede de relações, não deixou de sofrer severamente os efeitos da trajetória socioeconómica descendente da sua família, consequência da derrota dos realistas na guerra civil. Casou-se três vezes, nenhuma com o objeto da sua paixão (Rodrigo da Fonseca Magalhães). Teve pelo menos sete filhos. Morreu a 5 de outubro de 1883 e está sepultada no Cemitério dos Prazeres.

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