10% de desconto

Oblíqua Mente

Literatura e identidades

de Isabel Allegro de Magalhães
Editor: Caleidoscópio, setembro de 2019 ‧
19,08€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
portes grátis
A linha geométrica designada como oblíqua parece tornar-se aqui fecunda, já que qualquer aproximação a uma obra de arte, e de entre as diferentes artes, à literatura em particular, usará irremediavelmente de um filtro ou viés que é o da subjectividade tanto a de quem lê e comenta como a do próprio sujeito artista. Por isso, razão parece terem os versos de Emily Dickinson, quando neles se aconselha procedimentos oblíquos no discurso, embora o contexto em que a declaração é feita mostre a intenção de obliquidade como apenas uma possibilidade entre outras.

Julgo porém não ser possível existir arte sem subterfúgio ou fingimento, mesmo quando nela se confessa dizer a verdade (e até aí, sobretudo aí, o fingimento é necessariamente maior). No seu penúltimo romance - Irene ou o Contrato Social - Maria Velho da Costa assegura que: a arte não é nada à vida. Mas como isso não é totalmente evidente, nem para a própria escritora que, num outro livro - O Mapa Cor de Rosa, garante o oposto: Tudo, tudo é autobiográfico. Entre tantos mais exemplos, Gertrud Stein escrevera: You are of course never yourself.

E Fernando Pessoa, nestes conhecidos versos do poema que tem por título, et pour cause, Autopsicografia: "O poeta é um fingidor / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente".

Além disso, também quem pensa e escreve sobre qualquer forma de arte, apesar do seu eventual desejo de objectividade, vê, ouve, lê, escreve de modo oblíquo em relação àquilo que comenta. É que não se pode dizer o quer que seja sem algum enviesamento, dada a inevitável projecção da própria subjectividade na leitura e percepção seja do que for.

Oblíqua Mente

Literatura e identidades

de Isabel Allegro de Magalhães

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896585808
Editor: Caleidoscópio
Data de Lançamento: setembro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 170 x 240 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896585808

SOBRE O AUTOR

Isabel Allegro de Magalhães

Isabel Allegro de Magalhães é Professora Catedrática de Literatura Comparada (FCSH-Universidade Nova de Lisboa), estando aposentada desde 2008.

Foi Professora convidada em diversas universidades estrangeiras na Europa e nos EUA. Tem cerca de 100 ensaios e artigos publicados em sete línguas nas suas áreas de trabalho, e é autora de nove livros, entre os quais se destacam Para lá das Religiões: Ensaios sobre Religiões e Culturas, Ética, Espiritualidades e Política (2011), Capelas Imperfeitas (2002), O Sexo dos Textos (1995) e O Tempo das Mulheres (2002).

É também autora da História e Antologia da Literatura Portuguesa (da Idade Média ao Século XVIII – 4 volumes), publicada pela Fundação Calouste Gukbenkian (2007-2013). É participante do GRAAL desde 1960. Da sua intervenção cívica e sócio-cultural, destaque-se o seu trabalho como: Coordenadora e autora, com Manuela Silva, da iniciativa de cidadãos "Manifesto: O nosso Presente e o nosso Futuro: algumas questões prementes" (2009); Co-Presidente, com Mário Ruivo, do MPPM (Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e a Paz no Médio-Oriente – 2006-2010); Membro do Tribunal de Opinião, para avaliação do seguimento das decisões da Cimeira Europa África e Fórum da Sociedade Civil, org. Plataforma das ONGD (2010. Foi distinguida com o Prémio Jacinto Prado Coelho, da Associação Internacional de Críticos Literários.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU