O Tempo da Revolta
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Edições 70, Janeiro de 2021 ‧
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SINOPSE
Marginalizada pela reflexão, apresentada como um acontecimento caótico e sombrio pela narrativa mediática, a revolta é um tema incandescente no cenário global. Neste livro, Donatella Di Cesare aborda pela primeira vez o assunto do ponto de vista político e filosófico, oferecendo um quadro sugestivo e oportuno dos acontecimentos atuais.
Tal como a migração, a revolta permite-nos vislumbrar o que está a acontecer «do lado de fora», para lá da ordem estatocêntrica, nos limites da arquitetura política e em torno das fronteiras vigiadas do espaço público.
Num elogio à revolta e à sua ascensão ao poder, Di Cesare questiona-se ainda sobre os fenómenos contíguos, a revolução perdida nos muitos sentidos desta expressão e a resistência. Se os movimentos que ocupam as praças, evidenciando o declínio da representação, exigem o direito de aparecer e entrar no espaço público, a revolta vai mais longe: em vez de aceitar o conflito interno, questiona os próprios contornos desse espaço.
Os protagonistas são muitos: dos novos desobedientes aos que praticam o anonimato na Internet, dos que denunciam infrações aos que se declaram invisíveis.
O Tempo da Revolta oferece uma interpretação política da máscara e fala de zonas de irresponsabilidade; esconder-se para se mostrar é um desafio ao Estado que condena qualquer máscara que não seja a sua, ao poder financeiro sem rosto, à economia descarnada, indiferente aos seus efeitos; revela-se, assim, a enorme dissimetria, expõe-se a disparidade de forças e denuncia-se a vigilância planetária.
A revolta não é um acontecimento efémero, mas uma transição anárquica que se processa através da desvinculação da arquitetura política.
«A revolta anarquista viola as fronteiras do Estado, desnacionaliza os presumíveis cidadãos, liberta-os e aliena-os, torna-os temporariamente apátridas, convida-os a proclamarem-se residentes estrangeiros.»
Tal como a migração, a revolta permite-nos vislumbrar o que está a acontecer «do lado de fora», para lá da ordem estatocêntrica, nos limites da arquitetura política e em torno das fronteiras vigiadas do espaço público.
Num elogio à revolta e à sua ascensão ao poder, Di Cesare questiona-se ainda sobre os fenómenos contíguos, a revolução perdida nos muitos sentidos desta expressão e a resistência. Se os movimentos que ocupam as praças, evidenciando o declínio da representação, exigem o direito de aparecer e entrar no espaço público, a revolta vai mais longe: em vez de aceitar o conflito interno, questiona os próprios contornos desse espaço.
Os protagonistas são muitos: dos novos desobedientes aos que praticam o anonimato na Internet, dos que denunciam infrações aos que se declaram invisíveis.
O Tempo da Revolta oferece uma interpretação política da máscara e fala de zonas de irresponsabilidade; esconder-se para se mostrar é um desafio ao Estado que condena qualquer máscara que não seja a sua, ao poder financeiro sem rosto, à economia descarnada, indiferente aos seus efeitos; revela-se, assim, a enorme dissimetria, expõe-se a disparidade de forças e denuncia-se a vigilância planetária.
A revolta não é um acontecimento efémero, mas uma transição anárquica que se processa através da desvinculação da arquitetura política.
«A revolta anarquista viola as fronteiras do Estado, desnacionaliza os presumíveis cidadãos, liberta-os e aliena-os, torna-os temporariamente apátridas, convida-os a proclamarem-se residentes estrangeiros.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789724423654 |
| Editor: | Edições 70 |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 238 x 8 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 146 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Sociologia
|
| EAN: | 9789724423654 |
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