O Revisor
SINOPSE
Concebido como o testemunho de um cidadão comum, mas sobretudo como uma confissão de amor, O Revisor é uma homenagem àqueles que nos permitem manter o bom senso nos tempos de incerteza e um testemunho impressionante acerca do poder do amor nas suas diversas formas - a amizade, a paternidade, a sexualidade - como abrigo contra a inclemência da vida e contra as mentiras do Poder.
Assim, se A Ofensa indagava a Segunda Guerra Mundial num cenário de História lida e interpretada, se Derrocada se interrogava, a propósito dos nossos medos, através da História intuída ou imaginada, O Revisor aproxima-se, sem rodeios, através do narrador implacável, da História vivida e protagonizada na primeira pessoa.
Com este romance, Ricardo Menéndez Salmón termina a Trilogia do Mal que o guindou a um lugar cimeiro na literatura espanhola.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-04317-7 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 233 x 150 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 128 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978972004317710 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
o que nos pode valer é o amor e a literatura
M. Henriques
Vladimir é um Basco que deve o nome à paixão que o pai tinha pelos autores russos. Já foi escritor, é agora revisor. A 11 de março de 2004 estava a acabar as provas de Demónios de Dostoiévski, quando em Madrid o atentado no metro mata mais de 100 pessoas. Alguns anos mais tarde, escreve uma crónica daquele dia. Como soube da notícia, como foram as conversas telefónicas com o seu editor, com o seu amigo de Madrid ou com os seus pais. Como acompanhou com a mulher Zoe a evolução dos acontecimentos pela televisão. A primeira atribuição dos atentados à ETA, os desmentidos, a Al-Qaeda. As mentiras em direto dos políticos, alguns que rapidamente deixariam de o ser. Perante tanta agressividade a que estamos sujeitos diariamente, perante as mentiras e abusos praticados por quem comanda os desígnios dos países, que defesa temos? Faz também uma homenagem ao amor e à literatura, sublinhando que “para nos reconciliarmos com essa sombra e com esse intenso simulacro, para conciliarmos tudo o que sabemos com tudo o que podemos suportar saber, que existem coisas como a literatura” e o amor daqueles capazes “de nos ajudar a sair dos pântanos ocasionais onde caímos”.
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