O Que São Patronagem e Clientelismo?
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Escolar Editora, maio de 2017 ‧
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SINOPSE
Escreveu um dia Maurice Godelier que "A força determinante não é a violência dos dominantes, mas o consentimento dos dominados à dominação".
Provavelmente reside aí a chave de todos os processos sociais que hierarquizam pessoas, relações, deveres e ganhos, que habitam, das mais variadas maneiras, as complexas relações de patronagem e clientelismo, que, em seus meandros regra geral sinuosos, fazem sistematicamente frente ao que Max Weber chamou racionalidade formal.
No seu brilhante O 18 de Brumário de Louis Bonaparte, Karl Marx talvez tenha sido pioneiro na produção da antecâmara analítica do clientelismo, ao descrever uma das consequências da intrusão social em França do que chamou "Estado forte": "[...] Finalmente, produz um excesso de desempregados para os quais não há lugar nem no campo nem nas cidades, e que tentam, portanto, obter postos governamentais como uma espécie de esmola respeitável, provocando a criação de postos do governo."
Esmola que, a outros níveis para além do Estado, permite, afinal, o que La Boétie chamou "servidão voluntária".
Quatro cientistas sociais, designadamente Patrícia Catarina de Sousa e Silva de Portugal e, do Brasil, Mércio Pereira Gomes, Ricardo Borges Gama Neto e Francisco Pereira de Farias, aceitaram responder à seguinte pergunta deste 24.° livro da coleção Cadernos de Ciências Sociais: o que são patronagem e clientelismo?
Os seus trabalhos são instrumentos preciosos para podermos estudar quer os percursos históricos gerais da patronagem e do clientelismo, quer as manifestações nacionais desses dois fenómenos, designadamente em Portugal e Brasil, com especial relevo para a sua vertente política.
Para podermos estudar, enfim, alguns dos segredos da obediência, particularmente da obediência política.
Provavelmente reside aí a chave de todos os processos sociais que hierarquizam pessoas, relações, deveres e ganhos, que habitam, das mais variadas maneiras, as complexas relações de patronagem e clientelismo, que, em seus meandros regra geral sinuosos, fazem sistematicamente frente ao que Max Weber chamou racionalidade formal.
No seu brilhante O 18 de Brumário de Louis Bonaparte, Karl Marx talvez tenha sido pioneiro na produção da antecâmara analítica do clientelismo, ao descrever uma das consequências da intrusão social em França do que chamou "Estado forte": "[...] Finalmente, produz um excesso de desempregados para os quais não há lugar nem no campo nem nas cidades, e que tentam, portanto, obter postos governamentais como uma espécie de esmola respeitável, provocando a criação de postos do governo."
Esmola que, a outros níveis para além do Estado, permite, afinal, o que La Boétie chamou "servidão voluntária".
Quatro cientistas sociais, designadamente Patrícia Catarina de Sousa e Silva de Portugal e, do Brasil, Mércio Pereira Gomes, Ricardo Borges Gama Neto e Francisco Pereira de Farias, aceitaram responder à seguinte pergunta deste 24.° livro da coleção Cadernos de Ciências Sociais: o que são patronagem e clientelismo?
Os seus trabalhos são instrumentos preciosos para podermos estudar quer os percursos históricos gerais da patronagem e do clientelismo, quer as manifestações nacionais desses dois fenómenos, designadamente em Portugal e Brasil, com especial relevo para a sua vertente política.
Para podermos estudar, enfim, alguns dos segredos da obediência, particularmente da obediência política.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789725925119 |
| Editor: | Escolar Editora |
| Data de Lançamento: | maio de 2017 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 208 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 144 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Cadernos de Ciências Sociais |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Sociologia
|
| EAN: | 9789725925119 |
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