O Palácio do Desejo

de Naguib Mahfouz
Editor: Livraria Civilização Editora, abril de 2008 ‧
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O Palácio do Desejo, o segundo volume da famosa Trilogia do Cairo, dá continuidade à qualidade notável desta trilogia e deixa os leitores ansiosos por lerem o terceiro e último volume. O Palácio do Desejo acompanha o despertar da família Gawwad para os anos 20 e o conflito por vezes violento entre os ideais islâmicos, os sonhos pessoais e a realidade moderna. Através das personagens que povoam este romance, Naguib Mahfouz prossegue a sua análise fascinante da cultura islâmica à medida que esta se abre às influências modernas.

«Mahfouz é um exímio narrador, bisbilhotando para nós os segredos da alma e os que se escondem por detrás das portas, nos salões e nas alcovas. Num país onde as tradições - sociais, políticas e religiosas - são postas à prova, o lar de "sayyed" é também ele um lugar onde se confrontam nova e velha gerações. [...] É extraordinário o modos como o homem que "inventou o romance árabe" nos faz imergir num tempo que ele próprio viveu e que ainda não desapareceu totalmente.»
Margarida Santos Lopes, Público

"Uma obra-prima."
Publishers Weekly

"Uma obra envolvente, cujo autor está à altura de qualquer mestre europeu."
The Sunday Times
"Combina de forma brilhante o vocabulário secreto da metafísica islâmica com as técnicas do romance egípcio."
The Times Literary Supplement

"Uma saga tolstoiana magnífica centrada numa família egípcia da classe média … Esta segunda dose é imperdível."
Cosmopolitan

O Palácio do Desejo

de Naguib Mahfouz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722625258
Editor: Livraria Civilização Editora
Data de Lançamento: abril de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 234 x 45 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 438
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722625258

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SOBRE O AUTOR

Naguib Mahfouz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1988

Romancista egípcio, Naguib Mahfouz nasceu a 11 de dezembro de 1911 em Gamaliya, nas cercanias do Cairo. Filho de um funcionário público, teve acesso a uma educação esmerada.
Após ter concluído os seus estudos secundários, ingressou na Universidade do Cairo, de onde obteve o seu diploma em 1934. Enquanto prosseguia um curso de pós-graduação, Mahfouz tomou a decisão de se tornar escritor a tempo inteiro.
Começou por colaborar para a imprensa com artigos e contos, reunindo estes últimos num volume aparecido em 1938. No ano seguinte conseguiu alcançar uma certa estabilidade ao seguir as pisadas do pai, tornando-se funcionário público no Ministério dos Assuntos Islâmicos.
Também nesse ano de 1939 publicou o seu primeiro romance, Abath al-Aqdar, obra em que, com volumes como Radubis (1943) e Kifah Tibah (1944), o autor procura fazer abranger a totalidade da história do Egipto. Em meados da década de 50, surgiu com Al-Thulatiya (1956-57, A Trilogia do Cairo), obra em que descreve as andanças da família de Al-Sayyid Amad Abd Al-Jawad durante três gerações, desde a Primeira Grande Guerra até ao tempo presente.
A Revolução do Egipto, ocorrida em 1952, depôs o monarca Farouk I e instaurou um regime liderado por Gamal Abdel Nasser. Desagradado com a situação, o escritor votou-se ao silêncio durante alguns anos. Reapareceu em 1959 com trabalhos de índole prolífica e variada.
Alterando o seu discurso e recorrendo à alegoria e ao simbolismo para veicular as suas opiniões políticas, publicou Al-Liss Wa-Al-Kilab (1961, O Ladrão e os Cães), romance que conta a história de um gatuno de convicções marxistas e que, após ter sido aprisionado e eventualmente libertado, procura a vingança e encontra a morte.
Após ter exercido as funções de diretor do Gabinete de Censura egípcio, Mahfouz retomou o mesmo cargo junto da Fundação para o Desenvolvimento do Cinema, entre os anos de 1954 e 1969. A partir de então tornou-se consultor cinematográfico para o Ministério da Cultura do seu país, acabando por se reformar em 1972.
Entretanto, em 1965 surgiu Al-Shahhadh (O Pedinte) e, dois anos depois, Miramar (1967), romance que descreve a vida de uma rapariga através de quatro narradores, cada um deles representando uma corrente de pensamento político diferente.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1988, Naguib Mahfouz caiu no desagrado dos fundamentalistas islâmicos que, em 1994, enviaram dois assassinos ao seu encontro. Apunhalaram o escritor no pescoço com uma faca de cozinha, mas falharam o atentado e, capturados, foram ambos condenados à morte no ano seguinte.
Faleceu no Cairo a 30 de agosto de 2006, com 94 anos.

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