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O Mundo Negro de Maria Antonieta

de Fonseca Alves
Editor: Mosaico de Palavras, novembro de 2024 ‧
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Maria Antonieta foi rainha consorte da França entre 1774 e 1792, por casamento com o delfim de França, posteriormente o rei Luís XVI. Caído em desgraça devido à Revolução Francesa iniciada com a tomada da Bastilha em 14 de Julho de 1789, o casal real viu o poder e o fausto desvanecerem-se e darem lugar aos horrores da prisão, primeiro nas Tulherias e, de seguida, na Torre do Templo, donde Luís XVI sairia para ser julgado e guilhotinado. Maria Antonieta, a viúva Capeto, como passou a ser nomeada, desceria então o degrau final da desgraça ao ser encarcerada na prisão da Conciergerie.

É nestes dois locais de prisão que a vamos encontrar, na narrativa de Fonseca Alves. Vilipendiada, humilhada, insultada, depois julgada e condenada sem que os seus dois advogados de defesa, Tronson du Coudray e Chauveau-Lagarde, tivessem total liberdade para construírem um processo de defesa eficaz, Maria Antonieta revela então toda a sua dignidade e força de carácter, respondendo firmemente quando acusada de, com o rei seu marido, ter enganado o povo da França: "Sim, o povo tem sido enganado, tem sido cruelmente enganado, mas não por meu marido ou eu".

O grande mérito desta obra reside aqui: a denúncia da traição feita pelos próprios revolucionários aos princípios originais de cada revolução. Os exemplos abundam: Lenine, Estaline, Fidel Castro, os libertadores africanos e asiáticos, etc. A vítima principal é sempre o mesmo: o povo.

O Mundo Negro de Maria Antonieta

de Fonseca Alves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899173286
Editor: Mosaico de Palavras
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 232 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899173286

SOBRE O AUTOR

Fonseca Alves

Fonseca Alves nasceu nos arredores do Porto. Ainda muito jovem (19 anos), desembarcou em missão de soberania no Norte de Moçambique, onde cumpriu parte do serviço militar (66 a 68) e, posteriormente, fixou-se nesta antiga Província Ultramarina (70 a 75) – já na vida civil.
É também declamador, com formação teatral, e crítico de poesia com várias antologias discográficas nos circuitos comerciais: O Melhor em Poesia I; O Melhor em Poesia II e o Ex-líbris da Poesia Portuguesa. A ele se deve a introdução em Portugal do sábio e poeta Omar Khayyam (poesia declamada).
Concedeu mais de três centenas de entrevistas para a Televisão, Rádio, jornais e revistas. Foi autor de um programa radiofónico com o título histórias da História na Rádio Onda Viva (Póvoa de Varzim) – que perdurou cerca de 4 anos.
Na literatura, propriamente dita, com apenas 11 anos de idade, foi premiado na forma de Conto nos II Jogos Florais Juvenis. E, mais recentemente, enveredou por esta atividade cultural: publicou Memórias de Guerra do Ultramar (2013, com 2ª edição agora, em 2020), Nem Complexos Políticos Nem Eufemismos – Conversas de Café (2016), África in illo tempore (2020) e Entre Terras de Ribacoa e a Costa do Índico (2021).
É sócio fundador da Associação de História do Estado Novo e cofundador do Clube dos Poetas Vivos de Ponte da Barca.

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