O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar

de Yukio Mishima
Editor: Assírio & Alvim, setembro de 2008 ‧
“O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar” é uma das mais breves e belas novelas da obra de Mishima. Há quem veja na sua trama uma representação simbólica da sociedade japonesa do pós-guerra conforme a radical visão do autor. Bem mais do que isso, é uma novela de rara beleza, erotismo, imprevisibilidade e de um radicalismo brutal. Noboru deslumbrou-se com a relação poética e erótica de sua mãe com o fascinante Ryuji, o marinheiro que carrega a grandeza, a glória, o brilho do mar e aquele boné com “a âncora ao centro do grande emblema em forma de lágrima (...) reflectindo o sol da tarde”. Mas esta apaixonante relação sofrerá uma inesperada mudança. No exterior há um grupo organizado segundo um Chefe, com elementos precocemente militarizados. Rapidamente absorvem o confuso Noboru nos severos princípios da tradição japonesa. Não tarda que o marinheiro seja julgado por ter traído os valores fudamentais de idealismo, de beleza e de glória. Segundo os códigos do grupo, as contemplações são proibidas e qualquer cedência significaria a sobreposição do caos à ordem, como avisa o Chefe, ou, conforme diz, mais eufemisticamente, o último parágrafo do livro: “a glória, como vós sabeis, é uma coisa amarga”.

O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar

de Yukio Mishima

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0092-3
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: setembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 210 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Coleção: O Imaginário
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789723700923
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

imensidão do mar

José Abel

Sem a grandiosidade de "O templo dourado" é uma introdução soberba à escrita de Mishima. A dor interior do filho (Ryuji) perante o ciúme da mãe e a imensidão do mar, desenvolve uma novela impar.

SOBRE O AUTOR

Yukio Mishima

Yukio Mishima, novelista e dramaturgo, pseudónimo de Kimitake Hiraoka, nasceu em Tóquio em 1925 e suicidou-se de forma mediática, praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância perante o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais. O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua conceção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo. Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1949), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar (1963).

(ver mais)

LIVROS DA MESMA COLEÇÃO

DO MESMO AUTOR