O Livro do Chá

Livro 1

de Kakuzo Okakura
Editor: Cotovia, abril de 1997 ‧
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A sala de chá está vazia em absoluto, excepto naquilo que ali pode colocar-se temporariamente para satisfazer um qualquer humor estético. Algum objecto de arte especial é trazido para a ocasião e tudo o mais é seleccionado e arranjado para realçar a beleza do tema principal. Não podemos escutar diferentes peças musicais ao mesmo tempo, sendo uma verdadeira compreensão do belo apenas possível através da concentração nalgum motivo central. Assim, ver-se-á que o sistema de decoração na nossa sala-de-chá se opõe àquele que prevalece no Ocidente, onde o interior de uma casa é amiúde convertido num museu. Para um japonês, acostumado à simplicidade de ornamentação e à mudança frequente de método decorativo, um interior ocidental, permanentemente preenchido com um vasto aparato de quadros, estatuária e bricabraque, dá a impressão de uma mera exibição vulgar de riquezas. Para usufruir da visão permanente, até mesmo de uma obra prima, há que ter um forte poder de apreciação, e a capacidade de sentir a arte tem de ser realmente ilimitada naqueles que conseguem viver, dia após dia, no meio de tamanha confusão de cor e forma como a que amiúde se observa nos lares da Europa e da América.

O Livro do Chá

de Kakuzo Okakura

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728028718
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: abril de 1997
Idioma: Português
Dimensões: 131 x 205 x 7 mm
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Coleção: Serie Oriental
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789728028718
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Kakuzo Okakura

Nasceu em Yokohama em 1862 e foi um estudioso japonês que contribuiu imensamente para o desenvolvimento das artes e da cultura no Japão. Aos 15 anos ingressou na Universidade Imperial de Tóquio, onde conheceu o professor Ernest Fenollosa, formado em Harvard. Em 1889, Okakura cofundou o periódico Kokka, e um ano depois, foi um dos principais fundadores da primeira academia japonesa de belas-artes, a Escola de Belas Artes de Tóquio, da qual se tornaria diretor.
Fundou o Instituto de Arte do Japão, com Hashimoto Gaho e Yokoyama Taikan, e foi mais tarde convidado por William Sturgis Bigelow para o Museu de Belas Artes de Boston em 1904, tornando-se assim no primeiro chefe de divisão de arte asiática em 1910.
Okakura investigou a arte tradicional do Japão e viajou para a Europa, Estados Uni dos, China e Índia, enfatizando a importância da cultura asiática no mundo moderno, tentando trazer a sua influência para os domínios da arte e da literatura que, na sua época, eram amplamente dominados pela cultura ocidental. Fora do Japão, Okakura teve uma forte influência em várias figuras relevantes, tal como o filósofo Martin Heidegger, o poeta Ezra Pound e o prémio nobel da literatura Rabindranath Tagore.

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