O Ilustre Gaudissart seguido de A Bolsa
SINOPSE
Este volume contém duas das novelas mais emblemáticas do grande nome das letras francesas, Balzac: O Ilustre Gaudissart e A Bolsa. Publicadas originalmente de forma autónoma, faziam ambas parte da notável série de Balzac dedicada à Comédia Humana. Os dois textos confrontam-nos com duas variações sobre a leviandade humana e o modo como a aparência nos leva a julgar os outros.
Enquanto em O Ilustre Gaudissart temos um caixeiro-viajante bastante ignorante, que, no entanto, por se vestir bem e frequentar os círculos certos, é muitas vezes levado a sério, em A Bolsa deparamo-nos com um jovem pintor que se divide entre a paixão por uma vizinha e os rumores que sobre ela circulam, numa narrativa que vai adensando uma série de dualidades emocionais. A dimensão ridícula do ser humano é posta a nu nestas duas ficções de Balzac exactamente na mesma medida em que a maldade humana é revelada nas obras de Dickens.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898872487 |
| Editor: | E-primatur |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 130 x 196 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 140 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789898872487 |
OPINIÃO DOS LEITORES
a comédia humana
Rui Gonçalo
Pequeno e divertido conto sobre o destacado Sr. Gaudissart, citadino e virtuoso na arte de caixeiro-viajante, a sua profissão, que se vangloria das suas capacidades de persuasão mas que é enganado por aldeões do interior rústico. Mais uma sátira de Balzac à importância que os parisienses se atribuem sobre a bonomia das gentes do campo. Em a Bolsa o mistério sobre quem são estas duas senhoras, com especial relevo para Adelaide, vizinhas do nosso herói, artista pintor, que o acodem depois de ouvirem o som de uma queda dentro do seu apartamento. As aparências logram a perceção e instilam dúvida e abrem caminhos de desconfiança, assim como a arte, e fazem o nosso Hipólito hesitar na entrega do seu amor, Balzac algo poético e ingénuo pede-nos aqui para seguirmos o instinto do coração que esse nos levará sempre a bom porto.
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