O Homem Transformado
SINOPSE
O homem como cobaia, acessível a percepções
desconhecidas do homem normal?
Duas astúcias, com a mais perversa a obter a sua vitória.
CRÍTICAS
«Há uma bem marcada tendência nos criadores literários de homens transformados: nunca ou quase nunca lhes atribuem a sua nacionalidade. Mary Shelley, uma inglesa, quando imaginou o sábio que logrou a construção de um ser compósito, afastou-o para leste chamando-lhe Frankenstein; os alemães Carl Mayer e Hans Janowitz imaginaram literariamente o perverso Caligari, mani-pulador do sonâmbulo Cesare, e deram-lhe um nome que o descia da Alemanha e ligava ao de uma conhecida cidade da Sardenha; o inglês H.G. Wells imaginou uma ilha de monstros, e o médico que lá pôs a entreter-se com tenebrosas experiências transformadoras era Moreau, um inegável francês; Maurice Renard, na sua obra mais célebre, As Mãos de Orlac (ajudado nesta popularidade por três versões cinematográficas — a segunda, com Peter Lorre, tão marcante que é citada seis vezes por Malcolm Lowry no seu melhor romance, Debaixo do Vulcão), germanizou com esse Orlac o pianista duplamente amputado por um desastre ferroviário e sujeito a uma cirurgia exímia que lhe enxertou as mãos de um assassino.
Neste O Homem Transformado, a mesma tendência é assumida com um desvio mais complexo. O seu Jean Lebris, francês como Renard, é levado à cegueira por uma granada alemã, capturado cego por alemães mas enviado para um país europeu nunca identificado e com uma irreconhecível língua pouco central, onde sofreu a transformação que lhe instalou olhos electroscópicos só sensíveis à electricidade ínfima que existe em todos os objectos, em todos os movimentos, em todas as emoções. A intervenção de alemães nesta manipulação orgânica não disfarça a animosidade de Renard contra o país durante largas épocas inimigo da França, e talvez agravada por uma hostilidade pessoal contra os lançadores da bomba que arrasou, durante a Primeira Guerra Mundial, o castelo Saint-Rémy em Hermonville, a ancestral propriedade dos Renard.
Um ser dotado desta particularidade seria capaz de identificar a presença eléctrica de humanos atrás de paredes e outros obstáculos, e até de avaliar estados emocionais prenunciadores de uma qualquer actuação hostil; seria com tudo isto bom trunfo numa espionagem de características políticas.»
Aníbal Fernandes
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895682461 |
| Editor: | Sistema Solar |
| Data de Lançamento: | abril de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 147 x 206 x 10 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 128 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789895682461 |
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