O Homem que Lia Livros
SINOPSE
Entre ruínas e fumo, Julien caminha. Subitamente, pára para fotografar alguém: um velho homem sentado na rua, em frente a uma livraria, rodeado por pilhas e mais pilhas de livros. Ao apontar a objetiva para ele, o velho livreiro diz-lhe que uma imagem tem por detrás dela mil palavras, uma história, e que, antes de se deixar fotografar, tem de contar a sua.
Assim começa o romance da vida de Nabil, o velho livreiro. Com um chá na mão, Julien ouve a história de um homem que tudo viveu e nada esqueceu: a fuga, a prisão, os filhos, o enorme amor que o unia a eles, a família que perdeu, as pequenas alegrias e o sofrimento. Quando um velho morre, diz o livreiro ao fotógrafo, uma biblioteca inteira arde. Antes que as páginas da sua vida sejam consumidas pelo fogo do esquecimento, Nabil revela-as a Julien — e a nós — em pequenos e comoventes capítulos, polvilhados com referências aos livros que mais ama.
Este é um romance íntimo e poderoso, no qual tudo ganha vida pela literatura. Uma história mais importante do que nunca. Porque mesmo num lugar onde as bombas desejam ter a última palavra, um homem resiste. Porque ele sabe, ele sente que, a cada página lida, a cada palavra dita, ele será — e nós seremos — mais livres.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um romance profundamente comovente e uma homenagem a quem tudo perdeu.» Libération
«Uma ode aos livros e à leitura.»
Télérama
«Este pequeno romance deveria ser lido por todos, independentemente da sua origem e crenças. Benzine é um grande escritor.»
Le Parisien
«Um livreiro que se agarra aos livros como a uma boia de salvação. Através dele, toda uma memória coletiva se desdobra. Romance de resistência, mas também declaração de amor à literatura, a história deixa-nos uma pergunta: o que podem as palavras e os livros fazer face à guerra e à opressão?»
France 24
«A alma de um povo e de um país que procura resistir à guerra. Uma personagem que parece querer mostrar-nos que ler pode ser o derradeiro ato de resistência. Um livro poderoso.»
L’Observateur
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722550963 |
| Editor: | Bertrand Editora |
| Data de Lançamento: | março de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 148 x 233 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 128 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722550963 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Im livro sobre humanidade
Jorge
O Homem que Lia Livros não é apenas um romance - é um sussurro persistente sobre a dignidade humana em contextos onde tudo parece querer esmagá-la. A história de um homem simples, profundamente ligado aos livros, ganha uma dimensão quase simbólica: ler torna-se um ato de resistência. Não uma resistência ruidosa, mas silenciosa, íntima - como quem se recusa a deixar que o mundo lhe roube a capacidade de pensar, de sentir, de ser. Há algo de profundamente comovente na forma como Rachid Benzine constrói esta personagem. Ele não é um herói clássico. Não salva ninguém. Não muda o mundo. Mas mantém-se inteiro. E, hoje em dia, isso já é uma forma rara de coragem. O livro mexe sobretudo porque nos confronta com uma pergunta desconfortável: o que nos sustenta quando tudo o resto falha? Para este homem, são os livros. Para nós, talvez seja outra coisa - mas a mensagem é clara: precisamos de algo que nos enraíze, que nos devolva a nós próprios quando o caos aperta. Há também uma melancolia doce que atravessa toda a narrativa. Uma sensação de perda - de tempo, de inocência, de sentido - mas sem nunca cair no desespero absoluto. Como se, mesmo nos cenários mais duros, ainda houvesse uma pequena luz acesa… talvez numa página virada, numa frase sublinhada, num pensamento que insiste em sobreviver. No fundo, é um livro sobre humanidade. E isso sente-se — não tanto nas grandes ações, mas nos pequenos gestos, nos silêncios, na persistência quase teimosa de continuar a ser humano.
Impressionante e maravilhoso
Maria Ribeiro
Leiam, por favor esta história, esta narrativa por detrás de Nabil, o livreiro, todo um povo, cultura, tragédia, destruição e esperança. Um livro triste, emocionante e lindo.
Uma leitura imprescindível
A.R.
Um jornalista/fotógrafo destacado em Gaza, no meio de uma cidade em escombros, encontra o velho dono de uma livraria, que lê placidamente à porta da sua loja. Ao pretender fotografá-lo, o homem diz-lhe que, antes, é melhor conhecer a sua história, que é a de um povo sofredor e oprimido, expulso das suas aldeias, confinado a campos de refugiados em condições miseráveis, mas que teimosamente sobrevive. Curiosamente, o velho é cristão (sim, também há palestinianos cristãos). Uma história maravilhosa e de leitura obrigatória!
Também herdamos o sofrimento dos nossos ancestrais
Ler, um prazer adquirido
Não é segredo que gosto de pequenos livros ou histórias curtas. Talvez, e não apenas, porque a paciência não é uma das minhas virtudes e gosto de ir direito ao cerne da trama sem muitos preâmbulos. Esta história surge quando um fotógrafo deambula num cenário de guerra e no caos e na miséria encontra um livreiro a quem pretende tirar uma foto mas este alega que por detrás de uma imagem há mil palavras e conta a sua história. Uma história de vida impressionante, e dramática, enquanto vítimas de violência que, os expulsou de casa e depois como refugiados em acampamentos sobrelotados. A memória coletiva de um povo. Uma história que se sente e sabe real. Nada derrota a opressão mas o espírito voa com a literatura. O poder da literatura que liberta. Um romance poderoso e de leitura obrigatória.
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