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O Heterónimo de Camões

de Mário Máximo
Editor: Edições Fenix, março de 2017 ‧
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O Heterónimo de Camões está escrito na primeira pessoa. Apenas o último capítulo tem uma estrutura narrativa. Não se trata de um romance histórico nem pretende constituir tese nessa disciplina. Diga-se, aliás, que aquilo que a história nos ensina acerca de Luís Vaz de Camões é, em boa parte, uma perfeita ficção.

Com efetivo rigor, pouco sabemos do poeta que se tornou símbolo da língua portuguesa e das culturas que a partir dessa génese se espalharam pelo mundo. Nas páginas deste livro, encontramos um exercício de autointerpretação a que o poeta maior se submete de moto próprio.

E esse exercício assume a forma de uma demanda permanente, por vezes obsessiva. Ele chega a perceber, a dado ponto, que nada controla na sua vida e que a realidade exterior o influencia de forma inapelável. A dúvida quanto a quase tudo exaspera-o. Olha essa dúvida como se olhasse um destino ou uma condenação.

Luís Vaz de Camões vagueia pelos lugares, pelos sentimentos e pela literatura, tentando encontrar uma justificação para o trajeto de vida e para si mesmo. Os personagens femininos tomam predominância em tal percurso. No esforço de autoanálise que empreende chega a confrontar-se com a existência de um outro ser (Existencial? Literário?) dentro de si. O heterónimo que jamais enunciará.

O Heterónimo de Camões

de Mário Máximo

Propriedade Descrição
ISBN: 9782016120477
Editor: Edições Fenix
Data de Lançamento: março de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 232 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 228
Tipo de produto: Livro
Coleção: La Franc-Maconnerie Initiatique
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9782016120477

SOBRE O AUTOR

Mário Máximo

Mário Máximo nasceu em 19 setembro de 1956, na cidade de Lisboa. A sua vida repartiu-se por Olival Basto (até aos sete anos), Lisboa (até aos trinta e cinco) e Odivelas, onde reside há mais de uma década. Desde bastante cedo ligado às questões da literatura e da criatividade literária, deram os jornais a conhecer muitos dos seus poemas, mas também o conto e a crónica. O guionismo para televisão tem sido outra das suas ocupações. Em 1986 publicou o primeiro livro: um livro de poemas. Desde então, sucederam-se mais cinco livros de poemas e um romance. Em 1999 o Instituto das Bibliotecas e do Livro atribuiu-lhe a Bolsa de Criação Literária, pelo projeto de poesia Oração Pagã.

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