O Fim do Império Cognitivo

A afirmação das epistemologias do sul

de Boaventura de Sousa Santos
Editor: Edições Almedina, outubro de 2018 ‧
Em O Fim do Império Cognitivo Boaventura de Sousa Santos desenvolve o seu conceito de Epistemologias do Sul, delineando um universo teórico, metodológico e pedagógico que desafia o domínio do pensamento eurocêntrico.

À semelhança de uma coleção de conhecimentos oriundos das experiências de povos marginalizados que resistem ativamente ao capitalismo, ao colonialismo e ao patriarcalismo, as Epistemologias do Sul representam assim formas de conhecimento que são geralmente desacreditadas, apagadas e ignoradas pelas culturas dominantes do Norte global.

Observando o declínio da eficácia das soluções sociais e políticas estabelecidas para combater a desigualdade e a discriminação, Boaventura de Sousa Santos sugere que a justiça global só pode existir através de uma mudança epistemológica que garanta a justiça cognitiva.

Esta mudança cria novas estratégias alternativas de mobilização política e ativismo, fornecendo aos grupos sociais oprimidos os meios pelos quais representariam o mundo nos seus próprios termos.

O Fim do Império Cognitivo

A afirmação das epistemologias do sul

de Boaventura de Sousa Santos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724076133
Editor: Edições Almedina
Data de Lançamento: outubro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 228 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 522
Tipo de produto: Livro
Coleção: Boaventura de Sousa Santos
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789724076133

SOBRE O AUTOR

Boaventura de Sousa Santos

Professor catedrático na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, nascido em 1940, em Coimbra, é Diretor do Centro de Estudos Sociais (C.E.S.) e da sua revista, a Revista Crítica de Ciências Sociais.
Tem-se debruçado sobre as questões da cidadania, dos modos de produção de poder social, da análise da sociedade portuguesa e da globalização. A crise do modelo civilizacional com um todo, ou, para utilizar as suas palavras, do paradigma da modernidade, é analisada por Boaventura de Sousa Santos nas suas várias dimensões: epistemológica (Um Discurso Sobre as Ciências, 1988 ou Introdução a uma Ciência Pós-Moderna, 1989), política e cultural (Pela Mão de Alice. O Social e o Político na Pós-Modernidade, 1994).
Analisando a sociedade portuguesa, posiciona Portugal naquilo a que chama semiperiferia do sistema mundial.
Debruçando-se sobre as ciências, delineou o paradigma emergente, que será não apenas um paradigma científico mas também um paradigma social, já que surge numa sociedade ela própria revolucionada pela ciência (Um Discurso Sobre as Ciências, 1988).
Em 2001 ganhou o prémio o prestigiado prémio de Ciências Humanas e Educação do Brasil, Jabuti 2001, com a sua obra A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência.
De salientar que Boaventura de Sousa Santos é o autor do primeiro estudo aturado sobre o sistema judicial português.

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