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O Duelo

de Heinrich von Kleist
Editor: Relógio D'Água, junho de 2021 ‧
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«Como todas as outras suas novelas, O Duelo não é uma narrativa sem tempo nem lugar, nela vemos homens e mulheres historicamente determinados, socialmente reconhecíveis, serem subitamente arrastados por um furacão que transforma as suas vidas e as converte num enigma: aquela que está inocente, Littegarde, encontra-se no ponto imóvel de uma tormenta, aí vê o mundo ruir, tornar-se demoníaco.»

Da Apresentação de Maria Filomena Molder

O Duelo

de Heinrich von Kleist

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897831515
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: junho de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 210 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897831515

Questionar verdade e julgamento

JM

O Duelo, de Heinrich von Kleist, parte de um caso de honra, mas rapidamente se torna algo mais instável. A história avança com uma tensão constante, onde a verdade nunca é totalmente segura e os acontecimentos parecem oscilar entre justiça e acaso. A escrita é direta, quase seca, mas a construção é rigorosa. Kleist conduz tudo com precisão até um desfecho que levanta mais dúvidas do que respostas. Não é um conto confortável nem linear. Funciona pela inquietação e pela forma como questiona a ideia de verdade e de julgamento.

SOBRE O AUTOR

Heinrich von Kleist

Heinrich von Kleist (1777-1811) é um dos escritores alemães mais importantes da viragem para o século XIX. Poeta, dramaturgo, romancista, contista e jornalista, Kleist é reconhecido como um dos nomes maiores da literatura universal. Nascido em Frankfurt (então reino da Prússia), depois de uma escassa educação alistou-se no Exército, onde serviu e combateu na campanha do Reno (1796). Passou para a vida civil em 1799, com a patente de Tenente. Estudou Direito e Filosofia na universidade e menos de um ano depois conseguia um cargo subalterno no Ministério das Finanças em Berlim. O seu espírito inquieto levou-o a viajar por Paris, Praga, Dresden (onde publicou um jornal); terá convivido com Goethe e Schiller, além de outros autores, muitos dos quais no exílio. Em 1803, mostrou a alguns deles o seu primeiro drama. Pouco tempo depois foi preso pelos Franceses como espião (que talvez tenha sido)... De regresso a Berlim no final de 1809, conhece a doente terminal Henriette Vogel, cujos talentos intelectuais e musicais o cativam, e aceita um pacto que o leva ao suicídio em 1811. No meio desta vida curta, a sua produção literária e intelectual – que vai da retórica ao ensaio sobre filosofia estética – marcou escritores e pensadores contemporâneos e futuros. Kafka era um admirador dos contos de Kleist. Muitas das suas obras foram publicadas postumamente. A sua influência estendeu-se até hoje ao campo da filosofia estética, mas também à literatura, sendo considerado um dos vultos maiores da literatura europeia, com adaptações teatrais, televisivas e cinematográficas das suas obras.

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