O de Excidio Vrbis e Outros Sermões Sobre a Queda de Roma

de Santo Agostinho
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra, junho de 2013 ‧
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Em Agosto de 410, Roma é saqueada pelos godos chefiados por Alarico. A notícia chega rapidamente ao norte de África, trazida por grande número de refugiados. Santo Agostinho, o bispo de Hipona, reage à notícia, ao clima de ansiedade que se respira um pouco por todo o império e também às acusações vindas dos pagãos que responsabilizam o cristianismo pela decadência de Roma. Nestes sermões que pregou ao longo do ano que se seguiu, Santo Agostinho formula um conjunto de respostas e argumentos, depois devidamente estruturados no De excidio Vrbis Romae sermo. Aqui, pese embora o 'patriotismo' romano do bispo africano, diante da evidência de que também as civilizações têm um fim, 'cai' o mito da Roma Aeterna e nasce a ideia das duas cidades: a cidade efémera, fundada na terra; e a cidade eterna, fundada na filiação divina do homem. Peregrino naquela, o homem anseia por esta. Podemos, por isso, ler estes sermões agostinianos como a génese da sua obra monumental De ciuitate Dei.

O de Excidio Vrbis e Outros Sermões Sobre a Queda de Roma

de Santo Agostinho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892605180
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra
Data de Lançamento: junho de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 120 x 190 x 7 mm
Páginas: 170
Tipo de produto: Livro
Coleção: Autores Gregos e Latinos - Série Textos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789892605180

SOBRE O AUTOR

Santo Agostinho

Agostinho cresceu no norte da África colonizado por Roma, educado em Cartago. Foi professor de retórica em Milão em 383. Seguiu o Maniqueísmo nos seus dias de estudante e se converteu ao cristianismo pela pregação de Ambrósio de Milão. Foi batizado na Páscoa de 387 e retornou ao norte da África, estabelecendo em Tagaste uma fundação monástica junto com alguns amigos. Em 391 foi ordenado sacerdote em Hipona. Tornou-se um pregador famoso (há mais de 350 sermões dele preservados, e crê-se que são autênticos) e notado pelo seu combate à heresia do Maniqueísmo. Defendeu também o uso de força contra os Donatistas, perguntando "Por que (...) a Igreja não deveria usar de força para compelir seus filhos perdidos a retornar, se os filhos perdidos compelem outros à sua própria destruição?" (A Correção dos Donatistas, 22-24) Em 396 foi nomeado bispo assistente de Hipona (com o direito de sucessão em caso de morte do bispo corrente), e permaneceu como bispo de Hipona até sua morte em 430. Deixou seu monastério, mas manteve vida monástica em sua residência episcopal. Deixou a Regula para seu monastério que o levou a ser designado o "santo Patrono do Clero Regular", que é uma paróquia de clérigos que vivem sob uma regra monástica. Agostinho morreu em 430 durante o cerco de Hipona pelos Vândalos. Diz-se que ele encorajou seus cidadãos a resistirem aos ataques, principalmente porque os Vândalos haviam aderido ao arianismo, que Agostinho considerava uma heresia.

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