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O Companheiro

de Sidónio Muralha; Ilustração: Irene Sá
Editor: Página a Página, junho de 2021 ‧
13,00€
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O Companheiro é um livro sobre um país sem liberdade, mas onde as ideias boas e justas e os corações generosos não desaparecem e voltam sempre para devolver o futuro ao Povo.

Uma edição publicada no ano em que se comemorou o centenário do nascimento de Sidónio Muralha, com ilustração de Irene Sá.

O Companheiro

de Sidónio Muralha; Ilustração: Irene Sá

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728140977
Editor: Página a Página
Data de Lançamento: junho de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 170 x 242 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 56
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Livros Infantis de Ficção > Infantil (até 6 anos)
EAN: 9789728140977

"O Companheiro" para a geração do chapéu verde

José Miguel Raimundo Noras

Em boa hora a Página a Página decidiu reeditar este interessante livro de Sidónio Muralha, no ano do seu centenário. De facto, juntamente com alguns títulos mais políticos do autor, foi em tempos de PREC considerado "impróprio para crianças", quando é justamente o contrário que devemos promover. Provavelmente, a leitura alegórica da história recente pode-se demasiado simplificadora, mesmo para um público infantojuvenil, mas o objectivo principal de denúncia dos crimes do Estado Novo é plenamente conseguido e aliado a uma narrativa que transmite valores. "O Companheiro" demonstra que sem lhes negar fantasia da infância, não devemos esconder as realidades e os verdadeiros heróis dos homens e das mulheres de amanhã. Sem desprimor para Avelino du Carmo as ilustrações de Irene Sá trazem uma frescura e vivacidade à estória do Companheiro, a qual temos o dever de ler, reler e partilhar os jovens de todas idades.

SOBRE O AUTOR

Sidónio Muralha

Escritor português, nascido em 1920, em Lisboa, e falecido a 9 de dezembro de 1982, no Brasil. Fez um curso comercial em Lisboa, cidade onde desempenhou pequenas funções comerciais até partir para o antigo Congo Belga, em 1944. Aí participou em iniciativas de denúncia, a partir do estrangeiro, da situação de dominação fascista vivida em Portugal. A partir de 1962, fixou residência no Brasil. No espaço de tempo que medeia entre a publicação de Beco (1941) e Passagem de Nível (1942) e a partida para África, pertenceu ao grupo juvenil de que emergiu o Neorrealismo coimbrão, situando-se nesses anos as suas mais conhecidas obras poéticas. Em 1950, chegou a editar em Portugal Companheira dos Homens, obra que reforça a opção por uma poesia militante e de intervenção. O fôlego criativo só voltou a recuperar a sua fluência no Brasil, enveredando então por novos domínios de expressão como a ficção e a literatura infantil. Figura importante do Neorrealismo português (sendo autor de um dos volumes da coleção "Novo Cancioneiro") e um dos seus principais poetas, publicou, entre outras obras, Os Olhos das Crianças (1963), O Pássaro Ferido (1972) e Poemas de abril (1974).

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