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O Céu é dos Violentos

de Flannery O'Connor
Editor: Relógio D'Água, setembro de 2014 ‧
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O Céu É dos Violentos foi inicialmente publicado em 1960, tendo-se tornado uma referência essencial da literatura norte-americana - um exemplo da sensibilidade gótica e da veia satírica de Flannery O’Connor.

O Céu é dos Violentos

de Flannery O'Connor

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896414504
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: setembro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 234 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Flannery O'Connor
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896414504

Um livro obrigatório

TeresaC

Flannery O'Connor aborda o fanatismo religioso dentro de uma família disfuncional, fragmentada, com diversos problemas mentais, apática e adicta, consequência também de uma ignorância enraizada e aceite com alguma sobranceria. Dentro deste espectro, temos aquele que em equilíbrio periclitante luta constantemente contra os seus próprios demónios, demónios esses que terão resultado de uma educação baseada em crenças religiosas incutidas na sua infância, e que procura agora, já adulto, manter uma aparente estabilidade espiritual, emocional e mental, trabalhada e alcançada por mérito próprio a partir do momento em que se libertou das amarras de um autoproclamado profeta. Em oposição, temos o que tendo sido criado da mesma forma não percebe até que ponto está enredado naquela fé, um cepo que, moldado por uma ideologia insana, vive numa arrogante e constante contradição. Temos assim, tio e sobrinho num excelente e intenso frente a frente: a fé na salvação intelectual, a cultura e o conhecimento em combate direto com os dogmas de uma doutrina cega e extremista. Será a salvação ainda possível?

SOBRE O AUTOR

Flannery O'Connor

Escritora norte-americana, Mary Flannery O'Connor, nascida a 25 de março de 1925, em Savannah, no estado da Géorgia, e falecida a 3 de agosto de 1964, tornou-se conhecida pelos seus contos de cariz gótico sulista. A sua escrita incidiu principalmente na decadência do Sul americano e das suas gentes, combinando o cómico, o trágico e o brutal.
Aos doze anos, quando foi diagnosticada lúpus (uma doença hereditária) ao seu pai, mudou-se para Milledgeville, onde a mãe nascera, também na Georgia. O pai viria a morrer três anos mais tarde.
Flannery O'Connor licenciou-se em Inglês e Sociologia e, em 1946, foi aceite a sua candidatura ao Iowa Writers' Workshop. Logo nesse ano, publicou a sua primeira história, The Geranium. Mais tarde viria a reescrever esta história e a intitulá-la Judgement Day. Seria o seu último escrito conhecido. Em 1947, publicou o primeiro dos seus dois únicos romances, Wise Blood, com o qual ganhou o Rinehart-Iowa Fiction Award. Dois anos depois, aceitou o convite do tradutor de grego e poeta Robert Fitzgerald para ir morar com ele e com a mulher em Redding, no estado do Connecticut. No entanto, passado um ano foi diagnosticada lúpus a Flannery O'Connor e deram-lhe uma esperança de vida de cinco anos (acabou por viver cerca de quinze). Resolveu regressar a Milledgville, para a sua quinta de Andalusia.
Foi o seu período mais criativo e, em 1955, ela própria fez uma recolha do seus contos e publicou A Good Man Is Hard to Find and Other Stories (Um Bom Homem É Difícil de Encontrar). Em 1960, lançou o seu segundo romance, The Violent Bear It Away (O Mundo É dos Violentos). Passados cinco anos saiu, a título póstumo, nova coletânea de contos, Everything That Rises Must Converge, que ainda foi compilada pela autora.
Paralelamente à atividade de escritora, Flannery O'Connor dedicou-se também, na sua quinta em Andalusia, à criação de aves, nomeadamente pavões, e à pintura.
Quando morreu aos 39 anos, a 3 de agosto de 1964, Flannery O'Connor tinha produzido 32 contos e dois romances.
Posteriormente à sua morte, foi criado o Prémio de Conto Flannery O'Connor, que é atribuído anualmente nos Estados Unidos da América.

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