O Artista
SINOPSE
Combinando mistério e um romance que arde devagar, O Artista é um retrato intenso de egos desmedidos, de autodescoberta e do poder da criação.
Entre pincéis e pêssegos maduros, entre o silêncio e a febre do desejo, o sol espalha-se como ouro líquido sobre os campos e o ar pulsa com o aroma da tinta fresca. Ettie move-se pela velha casa como uma sombra silenciosa, criando as condições perfeitas para que o génio do artista, seu tio e célebre pintor, Edouard Tartuffe, floresça.
Todas as manhãs, lava os pincéis, organiza as tintas, dispõe as telas, cozinha, limpa. Até que chega Joseph, um jovem britânico, aspirante a jornalista, ansioso por entrevistar o mestre recluso. À medida que o calor se adensa, segredos fermentam como fruta esquecida; o desejo, a liberdade e o perigo confundem-se no mesmo fogo. Ettie, Joseph e Tartuffe giram em torno uns dos outros como planetas em órbita, inexorável mente ligados, até colidirem num instante de revelação.
Escrito numa linguagem rica e cinematográfica, Lucy Steeds tece uma narrativa plena de texturas e detalhes, oferecendo ao leitor uma experiência sensorial de rara beleza.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Poderoso. Notável.»
The Guardian
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895705894 |
| Editor: | Alma dos Livros |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 235 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 280 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789895705894 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Fenomenal
Dora Silva Livros À Lareira com Chá
¿Uma obra belíssima descritiva e sensorial que fica no leitor. ¿ Este livro deixou-me maravilhada. É belo, com uma escrita tão elegante que cada página parece poesia,destaco a forma como envolve o leitor desde a primeira página. Vai muito além da arte. ¿ O texto parece pintado ao longo das suas descrições, pois é realmente um livro muito gráfico. As personagens são muito bem construídas e caraterizadas, conseguimos mergulhar nos seus pensamentos e nas suas motivações. É uma viagem pós primeira guerra mundial até à França . É uma história cheias de convicções, arte e até sobre mulheres, mulheres que vivem à sombra dos homens, realmente encontramos uma forte atenção entre os detalhes visuais e as suas emoções. A história começa com um jornalista inglês de 1920 que faz uma viagem precisamente ao Sul de França para entrevistar um dos maiores pintores da altura,alguém que pouco ao nada se sabia, não era uma pessoa muito sociável nem acessível, mas desta vez ele aceita dar uma entrevista a esse mesmo jornalista ¿. Mas o que acontece quando o jornalista chega a casa do pintor ele diz que não lhe dá entrevista nenhuma ¿ Pode no entanto escrever um artigo sobre ele se aceitar pousar para uma das suas pinturas ¿! O livro está escrito por duas perspectivas a da sombrinha do pintor que vive com ele e a do jornalista,gostei imenso disso. É uma história que foca 3 pontos durante toda a história a Arte, a capacidade de ser génio e o silêncio das mulheres. Adorei o ritmo da obra do início ao fim porque temos sempre uma nuance misteriosa ao longo de toda a história bem como há sempre situações a acontecer e o factor de os capítulos não e estenderem demasiado.
Pois…
Ler, um prazer adquirido
Um pintor genial mas misterioso que, vive em reclusão autoriza numa palavra que, um jornalista/ escritor de arte o visite. Este pode escrever o que quiser porque não o irá ler. Apenas tem de posar para um dos seus quadros. O referido pintor vive com uma sobrinha e o enredo gira em torno destas três personagens. Não é uma relação fácil a destas três personagens complexas. O pintor, colérico e obcecado com a arte, enquanto a sobrinha, silenciosa e submissa aos caprichos deste e o Joseph, inseguro e obstinado. Esta coexistência vai revelar muito sobre eles e mais ainda em palavras claras e aguçadas sobre como ver a arte. Um sentir além das palavras. Um romance que, prende porque há um enigma e uma intriga mas que nem sempre senti bem urdida. Talvez porque a personagem Ettie não me convenceu. Mas… percebi que, explora a falta de oportunidades e as desigualdades de género. O romance oculto sobressai neste romance amargo.
Profundamente imagético
Andreia Machado
Este é possivelmente um dos livros mais visuais e sensoriais que já li. É uma bela homenagem à arte, à pintura e à criação artística. As descrições das obras que vão nascendo ao longo desta história são fenomenais; a sensação com que o leitor fica é a de que estes quadros existem em algum lugar, que estão expostos algures numa bela galeria. Mas, ao mesmo tempo, transmite-nos a ideia de que a arte é para sentir, não se explica, e cada um retira dela aquilo de que precisa. A ação decorre num local sereno, com paisagens pitorescas e uma casa rústica, um refúgio escondido; e, mais uma vez, as descrições são arrebatadoras. Este é um livro que “arde devagar”, tanto na forma como as personagens se vão desenvolvendo aos olhos do leitor, como na evolução do romance, que vai espreitando ao ritmo lento dos dias bucólicos vividos nesta casa. Há um mistério que gera algum suspense e nos impele a continuar, até descobrirmos os segredos do Tata, de Joseph e, principalmente, de Ettie. Ah, a Ettie… gostei tanto dela, que mulher tão única, a verdadeira alma desta história. Foi uma leitura deveras surpreendente, que gostei de fazer com calma, apreciando todos os pormenores que a autora nos oferece. Já esperava gostar, mas foi ainda melhor! O contexto histórico está muito bem conseguido, a guerra e o seu impacto nas pessoas, vivido de várias formas. Todo o livro é profundamente imagético, transporta-nos para dentro das páginas, e isso é tão, mas tão bom! Por fim, como não podia deixar de ser, e isto é algo que me faz sempre apreciar ainda mais uma leitura, a autora reflete, em vários momentos, sobre a condição das mulheres naquela época e a dificuldade que era para quem não se enquadrava no molde esperado. Cinco estrelas facílimas e recomendo muito a quem gosta de ficção histórica, de arte e de um bom romance idílico.
Sensorial e libertador
Catarina (Chemin Books)
Para mim, é difícil expressar por palavras tudo o que este livro me proporcionou. A escrita é simultaneamente delicada e explosiva e, rapidamente, fui sugada para o seu interior repleto de camadas e de histórias ocultas em cada pincelada. Este livro não se lê — sente-se, numa verdadeira experiência sensorial: somos invadidos pela mente de artistas que se agarram a detalhes, cheiros, texturas… Ao mesmo tempo, é um grito de liberdade — uma jovem exausta de viver na sombra, alguém que precisa de se expressar e de se mostrar ao mundo, nem que para isso tenha de recorrer a pequenos atos de rebeldia.
Livro belíssimo
Sarah Musgrave
O Artista — Lucy Steeds Uma história sobre arte, amor e liberdade. Edouard Tartuffe é um génio da pintura, brilhante nas telas, mas difícil no trato. À sua volta orbitam duas pessoas muito diferentes: ¿ Ettie, a sobrinha que vive na sua sombra e cuida dele em silêncio. ¿ Joseph, um jovem jornalista inglês que acredita que compreender o artista poderá dar-lhe o artigo da sua vida. Cada um procura algo diferente: ser visto, ser reconhecido… ou simplesmente ser livre. Entre cores, emoções e silêncios, este romance fala de sonhos por cumprir, de amores contidos e da luta de quem tenta voar quando lhe cortam as asas. ¿ O que mais gostei: • leitura muito envolvente • escrita bonita e sensível • desenvolvimento lento e cuidadoso • história intensa e emocional • algumas reviravoltas surpreendentes ¿¿ Pontos menos positivos: • nada a apontar Achei este livro verdadeiramente belíssimo. A forma como mistura arte, sentimentos e relações humanas é muito especial. É uma história que arde devagar… até culminar numa explosão de emoções. Gostei mesmo muito desta leitura. ¿ Classificação: 5 estrelas
Romance imperdível!
Helena Leote
Uma narrativa excecional. Uma escrita poética, irrepreensível ....sobre um artista francês muito peculiar, a sua sobrinha e um jornalista inglês, que se propõe escrever sobre o pintor, cujos quadros têm sido um êxito. Um cenário um tanto ou quanto claustrofóbico, na Provença - impregnado de silêncios e de mistérios - contribui para uma história magnífica, que nos cativa desde o início. Encontrei, nestas páginas, na descrição dos quadros e na disposição dos alimentos que são retratados muito do que Brillat-Savarin aborda em Fisiologia do Gosto: a arte gastronómica, o prazer da mesa, a sociabilidade (na narrativa em apreço é mais a sua ausência), em que o gosto está relacionado com a cultura , com os hábitos e até com as questões morais que nos são impostas. Lucy Steeds escreve uma obra-prima de luz e sombras, de fogo e de cinzas; uma obra notável e imperdível. Recomendo a sua leitura!!!!
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