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O Arqueólogo Cordial

A Junta Nacional de Educação e o enquadramento institucional da arqueologia portuguesa durante o Estado Novo (1936-1974)

de Rui Gomes Coelho
Editor: Imprensa de Ciências Sociais, maio de 2018 ‧
15,00€
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O Estado Novo, uma ditadura de cariz fascista, foi marcado pelo corporativismo. De acordo com os seus princípios, a nação correspondia a uma sociedade organicamente hierarquizada que o Estado deveria espelhar e regular através das suas instituições. A Junta Nacional da Educação veiculou a atitude corporativa e foi instituída de forma a representar cada grupo de agentes culturais no país, incluindo organizações que promoviam investigação arqueológica.

Paralelamente à criação da Junta, o Estado tomou uma série de iniciativas legislativas em torno do património cultural, através das quais procurou envolver todos os que nele estivessem interessados. Assim, o Estado patrocinou uma comunidade arqueológica inspirada pelo mito corporativo e articulada por uma economia de afetos que teve consequências de longa duração. Tudo isso correspondeu à emergência do arqueológo cordial, o arqueólogo cujo coração governou tanto a sua vida pessoal como os seus projetos.

De modo a explicá-lo, analisamos legislação e documentação associadas às atividades da Junta, assim como debates, conversas e histórias produzidas entre arqueólogos no decurso de cerca de quarenta anos.

O Arqueólogo Cordial

A Junta Nacional de Educação e o enquadramento institucional da arqueologia portuguesa durante o Estado Novo (1936-1974)

de Rui Gomes Coelho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726714866
Editor: Imprensa de Ciências Sociais
Data de Lançamento: maio de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 153
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > Arqueologia
EAN: 9789726714866

SOBRE O AUTOR

Rui Gomes Coelho

Rui Gomes Coelho é arqueólogo e trabalha no programa de Cultural Heritage and Preservation Studies do Departamento de História de Arte de Rutgers University, Estados Unidos. Formou-se na Universidade Nova de Lisboa como arqueólogo e historiador, tendo aí obtido a licenciatura (2005) e o mestrado (2010). Fez o doutoramento (2017) em Antropologia em Binghamton University, Estados Unidos. Dedica-se à arqueologia moderna e contemporânea, à história social da arqueologia e aos estudos críticos do património.

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