O Anão

de Pär Lagerkvist
Editor: Antígona, julho de 2013 ‧
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Diário de um monstro e crónica de intrigas de uma sumptuosa corte italiana na Renascença, O Anão (1944) é um retrato exemplar da perversidade humana e uma exímia dissecação do mal. Piccolino é um anão na corte de um poderoso príncipe, que espia, despreza e tortura os que o cercam. Mas, abandonado pela mãe à nascença e rejeitado pelo mundo devido à sua fealdade assustadora, o seu ódio ao ser humano é o reflexo desesperado da sua solidão. É por este emissário acometido por delírios de grandeza que assistimos a conspirações, a traições, à peste que assola a corte e a assassínios. É por ele, também, que vemos o que o protagonista se recusa a ver: a sua deformidade moral, e não a física, é a origem do mal que o rodeia, e a sua maldade faz dele uma criatura mesquinha e miserável.

O Anão

de Pär Lagerkvist

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726082378
Editor: Antígona
Data de Lançamento: julho de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 210 x 50 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 178
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726082378

As mazelas da humanidade

Valdenir Pessôa

O anão do livro não se considera um humano? Ou apenas uma aberração da natureza. Talvez por esse segundo pensamento ele aja do jeito que age cometendo todas as atrocidades possíveis com intuito de aniquilar a raça humana. Por isso é, no livro, uma alegoria da personificação do mal humano e, por que não dizer, não-humano. Livro extraordinário.

O Anão

Teresa

Foi um dos melhores livros que li em 2015. Terminei o livro com a certeza de que somos bem piores do que o anão e de que a maldade que lhe atribuímos, mais não é do que o nosso reflexo.

O Anão

Miguel A.

Quando ser mau e cruel é uma forma de vida. Excelente edição, de apenas 500 exemplares, de um, segundo várias listas, dos melhores 100 livros do séc. XX.

SOBRE O AUTOR

Pär Lagerkvist

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1951

Pär Lagerkvist (1891-1974), escritor sueco laureado com o Prémio Nobel em 1951, é autor de uma vasta obra que se reparte pela dramaturgia, pelo ensaio e pelo romance. Firmou-se no panorama literário sueco devido à apologia da simplicidade da escrita e à sua oposição ao artificialismo. A crítica aos regimes totalitários e a reflexão profunda sobre o bem e o mal, a perversidade humana e a deformação moral são os temas obsessivos dos seus livros, cuja força reside nas personagens memoráveis que cristalizam impulsos eternos do homem.

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