O Açucareiro

de Naguib Mahfouz
Editor: Livraria Civilização Editora, agosto de 2008 ‧
O Açucareiro, o último volume da Trilogia do Cairo, a obra-prima de Naguib Mahfouz, é o retrato envolvente da luta de uma família em mudança face ao surgimento do Egipto moderno.

No último volume da obra-prima Trilogia do Cairo, Ahmad está velho e doente, confinado pelas machrabiyyas que outrora tinham confinado a sua mulher. Através dos seus netos, vemos o dealbar do Egipto moderno: um torna-se um activista comunista, outro um fundamentalista muçulmano, trabalhando ambos em prol daquilo que eles acreditam ser um mundo melhor, e um terceiro lança- -se numa promissora carreira política apoiado na relação homossexual que mantém com um político importante.

"O terceiro volume da Trilogia do Cairo de Mahfouz, autor galardoado com o Prémio Nobel, é um retrato impressionante de uma família em decadência que é um reflexo do meio em que se insere - um Egipto que se está a adaptar ao mundo moderno."
Publishers Weekly

"O Açucareiro é um romance maravilhoso, com muitas mensagens, óbvias e ocultas […]" - THE TIMES LITERARY SUPPLEMENT"O Açucareiro proporcionará muito deleite e reflexão."
Glasgow Herald

O Açucareiro

de Naguib Mahfouz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722625265
Editor: Livraria Civilização Editora
Data de Lançamento: agosto de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 229 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 324
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722625265

O culminar de uma obra prima

Rolando Rosa

Ao 3º volume da 'Trilogia do Cairo', lugar para o desenvolvimento da 3ª geração da família que norteia a narrativa, a geração dos netos do Sayyed, eximiamente retratados em sua diversidade intestina, representativa das tendências assaz contraditórias da cena política Egípcia da altura. Hoje, seu (re)conhecimento, posto em perspectiva, é de inestimável valia para a leitura da realidade presente do país, da região e do mundo.

SOBRE O AUTOR

Naguib Mahfouz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1988

Romancista egípcio, Naguib Mahfouz nasceu a 11 de dezembro de 1911 em Gamaliya, nas cercanias do Cairo. Filho de um funcionário público, teve acesso a uma educação esmerada.
Após ter concluído os seus estudos secundários, ingressou na Universidade do Cairo, de onde obteve o seu diploma em 1934. Enquanto prosseguia um curso de pós-graduação, Mahfouz tomou a decisão de se tornar escritor a tempo inteiro.
Começou por colaborar para a imprensa com artigos e contos, reunindo estes últimos num volume aparecido em 1938. No ano seguinte conseguiu alcançar uma certa estabilidade ao seguir as pisadas do pai, tornando-se funcionário público no Ministério dos Assuntos Islâmicos.
Também nesse ano de 1939 publicou o seu primeiro romance, Abath al-Aqdar, obra em que, com volumes como Radubis (1943) e Kifah Tibah (1944), o autor procura fazer abranger a totalidade da história do Egipto. Em meados da década de 50, surgiu com Al-Thulatiya (1956-57, A Trilogia do Cairo), obra em que descreve as andanças da família de Al-Sayyid Amad Abd Al-Jawad durante três gerações, desde a Primeira Grande Guerra até ao tempo presente.
A Revolução do Egipto, ocorrida em 1952, depôs o monarca Farouk I e instaurou um regime liderado por Gamal Abdel Nasser. Desagradado com a situação, o escritor votou-se ao silêncio durante alguns anos. Reapareceu em 1959 com trabalhos de índole prolífica e variada.
Alterando o seu discurso e recorrendo à alegoria e ao simbolismo para veicular as suas opiniões políticas, publicou Al-Liss Wa-Al-Kilab (1961, O Ladrão e os Cães), romance que conta a história de um gatuno de convicções marxistas e que, após ter sido aprisionado e eventualmente libertado, procura a vingança e encontra a morte.
Após ter exercido as funções de diretor do Gabinete de Censura egípcio, Mahfouz retomou o mesmo cargo junto da Fundação para o Desenvolvimento do Cinema, entre os anos de 1954 e 1969. A partir de então tornou-se consultor cinematográfico para o Ministério da Cultura do seu país, acabando por se reformar em 1972.
Entretanto, em 1965 surgiu Al-Shahhadh (O Pedinte) e, dois anos depois, Miramar (1967), romance que descreve a vida de uma rapariga através de quatro narradores, cada um deles representando uma corrente de pensamento político diferente.
Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1988, Naguib Mahfouz caiu no desagrado dos fundamentalistas islâmicos que, em 1994, enviaram dois assassinos ao seu encontro. Apunhalaram o escritor no pescoço com uma faca de cozinha, mas falharam o atentado e, capturados, foram ambos condenados à morte no ano seguinte.
Faleceu no Cairo a 30 de agosto de 2006, com 94 anos.

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