Nova Síntese
Parte I - Falecimento e Funeral de Alves Redol | Parte II - Origens do Partido Comunista Português
SINOPSE
Transcreve parte do que noticiaram os jornais nas primeiras páginas aquando do falecimento, a grandiosidade do funeral, a respectiva reportagem, o que escreveram os jornais e várias personalidades sobre o homem e a obra. Numa segunda parte, os textos e as entrevistas historiam as origens do Partido Comunista Português no concelho de Vila Franca de Xira ainda nos anos 30, nas quais participaram António Dias Lourenço e Alves Redol e, mais tarde, muitos outros.
Foi ainda possível entrevistar nos anos 80 muitos militantes dos anos 40, em particular, participantes na Greve de 8 e 9 de Maio de 1944, os mecanismos de acção do Partido, a acção de militantes importantes na época. Depois, historiam-se alguns aspectos das origens do PCP no país, nomeadamente, o Socorro Vermelho Internacional, o jornal Correspondência Comunista, a Federação Maximalista, a presença de refugiados da Guerra Civil de Espanha, a posição anti-comunista e pró-Estado Novo da Igreja Católica.
NOTA DO AUTOR
«Desde há alguns anos que José Costa, professor de História na escola Reynaldo dos Santos de Vila Franca de Xira, investigador da história local com livros publicados, vem recolhendo elementos sobre o funeral de Alves Redol naquela localidade, então vila, em 1969. o interesse justificava-se por se tratar do maior funeral a que a vila assistira, segundo a memória dos mais velhos e os relatos de Vida Ribatejana, jornal local ligado ao Estado Novo, mas onde o escritor começara a colaborar em 1927 com 15 anos – colaboração interrompida em 1932 –, e que sempre noticiou a publicação dos seus livros e as homenagens locais e nacionais que lhe eram prestadas. (…) o autor deste texto foi mostrando a José Costa os inúmeros recortes de periódicos do seu arquivo pessoal, entre os quais os jornais diários que noticiaram a morte do escritor nas 1.as páginas, bem como os muitos textos publicados nos mesmos jornais e nos jornais regionais de todo o país, das colónias e dos núcleos de emigração, recordando o escritor e a importância da sua obra na literatura portuguesa e na divulgação de uma realidade portuguesa mal conhecida ou mesmo desconhecida do país, em particular do país urbano. (…) no final, resultou um texto de dezenas de páginas, com informação exaustiva, que ficará registado em Nova Síntese como um testemunho de valor imenso sobre a popularidade que Alves Redol tinha na época, em pleno Estado Novo, ou Fascismo Português, em contraste com o apagamento que em Democracia lhe tem sido votado pelos meios de comunicação social e pela Universidade. Mal-aventurada Democracia que assim trata aqueles que, como Alves Redol, por ela se bateram e sacrificaram. Infelizmente, não é o único. Os neo-realistas, mas também outros, bem se podiam lamentar se estivessem vivos.»
António Mota Redol
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895662951 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | junho de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 165 x 239 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 302 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Revistas Literárias
|
| EAN: | 9789895662951 |
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