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Nouvelle Lyrique

de Annemarie Schwarzenbach
idioma: francês
Editor: VERDIER, maio de 1989 ‧
13,02€
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Dans le berlin du début des années trente, un jeune homme qui hésite sur sa vocation et que sa famille destine à une carrière diplomatique, se trouve arraché à son train de vie bourgeois et à ses préoccupations d'étudiant par la rencontre d'une chanteuse de cabaret. Celle-ci ne s'appelle pas pour rien sibylle : à la suite de cette figure énigmatique qui n'est peut-être qu'un reflet, le narrateur découvre la vie nocturne de la ville et plonge dans un univers cosmopolite fait d'inquiétantes rencontres et de fuites incessantes, que l'écriture d'annemarie schwarzenbach restitue en de brefs chapitres puissamment évocateurs. dans cette nouvelle oú l'homosexualité de l'auteur trouve à s'exprimer sous le masque d'un narrateur masculin, c'est l'énigme du désir et celle de la féminité qui viennent fracturer l'univers du héros, obligé de réviser radicalement les valeurs du monde bourgeois, et tenté de fuir dans l'alcool, la vitesse, la solitude ou la mort. Paru au printemps 1933, ce court récit d'atmosphère montrait la vole d'un " lyrisme " narratif dépouillé, à l'opposé des grandes fresques romanesques de l'époque. la date de sa publication lui confère une aura supplémentaire : il sonne le glas du berlin cosmopolite sur lequel allait s'abattre le national-socialisme.

Nouvelle Lyrique

de Annemarie Schwarzenbach

Propriedade Descrição
ISBN: 9782864321927
Editor: VERDIER
Data de Lançamento: maio de 1989
Idioma: Francês
Dimensões: 210 x 295 x 15 mm
Tipo de produto: Livro
Coleção: Islam Spirituel
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Poesia
Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782864321927

SOBRE O AUTOR

Annemarie Schwarzenbach

Annemarie Schwarzenbach nasceu em Zurique, em 1908, numa família próspera e aristocrática. Cresceu numa propriedade rural, regularmente visitada pela elite cultural da época. Estudou História na Sorbonne. Viveu em Berlim, cidade das artes de vanguarda, e foi aqui que se envolveu com o mundo artístico da literatura, do cinema e da música. Foi também em Berlim que encontrou espaço para exprimir a sua identidade homossexual.
Ativamente empenhada contra o nazismo, concebeu uma revista anti-fascista, dirigida por Klaus Mann, para a qual contribuíram alguns dos mais brilhantes pensadores e escritores da época: Hemingway, Einstein, Brecht, Cocteau.
Foi depois deste período que Schwarzenbach se lançou às grandes viagens de muitos meses, nomeadamente ao Médio Oriente, em expedições arqueológicas: Turquia, Damasco, Jerusalém, Bagdade, Teerão. Em 1935, após uma desintoxicação de morfina e de uma tentativa de suicídio, casou-se com um diplomata francês. Entre 1936 e 1937 viajou pelos Estados Unidos, país ainda imerso na Grande Depressão, onde fez várias reportagens fotográficas. Travou conhecimento com Carson McCullers, que viria a dedicar-lhe um romance. Voltaria de novo ao Oriente: Afeganistão, Índia. Passou por Lisboa, onde conheceu António Ferro.
Ao longo de todos estes anos publicou diversos livros e artigos, sempre na iminência de escrever a sua grande obra. Fez uma última grande viagem ao Congo belga, antes de morrer tragicamente, com 34 anos, em consequência de uma queda de bicicleta.

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