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Nos Meandros da Guerra

O Estado Novo e a África do Sul na defesa da Guiné

de José Matos e Luís Barroso
Editor: Caleidoscópio, outubro de 2020 ‧
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O objetivo deste livro é estabelecer a ligação entre o esforço de guerra de Portugal na Guiné e o apoio financeiro que a África do Sul disponibilizou a Portugal no início de 1974, no âmbito do estabelecimento de uma aliança militar entre Portugal, Rodésia e África do Sul, com o nome de código "Exercício ALCORA". O apoio da África do Sul no esforço militar português em Angola inicia-se em meados de 1967, através da execução da Operação BOMBAIM para garantir apoio aéreo às operações conduzidas no leste e sudeste de Angola.

O resultado da operação foi mais modesto do que o esperado, originando a apresentação do Plano de Defesa para a África Austral, sob a direção estratégica de Pretória, que viria a originar o Exercício ALCORA, em outubro de 1970. O objetivo de Pretória era garantir a sua primazia na condução da estratégia de contrassubversão na África Austral, em que Angola, Rodésia e Moçambique desempenhavam a sua defesa avançada.

Embora estabelecido para a manutenção do "reduto Branco" na África Austral, o apoio financeiro resultante do Exercício ALCORA e acordado no início de 1974 entre os governos de Portugal e da África do Sul, seria principalmente para reforçar a capacidade militar das forças portuguesas na Guiné.

Nos Meandros da Guerra

O Estado Novo e a África do Sul na defesa da Guiné

de José Matos e Luís Barroso

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896586485
Editor: Caleidoscópio
Data de Lançamento: outubro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 171 x 241 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 146
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História Militar
EAN: 9789896586485

Recomendo

Tiago Manalvo

Este estudo da José Matos e de Luís Barroso é da maior importância histórica. Com recurso ao estudo de fontes primárias até agora pouco estudadas, os autores desenvolveram o seu trabalho no sentido de nos possibilitar um melhor conhecimento dos acordos ALCORA, e da política externa do Estado Novo na África Austral, onde Portugal, Rodésia e África do Sul, pretendiam manter o reduto branco, face à onda subversiva e independentista, impulsionada também pelas democracias ocidentais, mas onde cada vez mais regimes de inspiração soviética ganhavam cada vez mais terreno, com efeitos que ainda hoje perduram no continente africano. Os autores com este seu trabalho demonstram como funcionou o acordo ALCORA na tentativa de manutenção da soberania portuguesa na Guiné, território que já fica fora no espaço da África Austral, mas que constituía o principal ponto de desgaste do exército português, consumindo meios e a sua moral.

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