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Nono Andar
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Alfarroba, junho de 2014 ‧
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SINOPSE
... No murmurar do pensamento, na sofreguidão da alma, a luta interna que se trava entre nós é profunda, dolorosa, chegando mesmo ao paradoxo do ser; os caminhos espinhosos que percorremos internamente, nós, os homens, chocamos com toda a espécie de baixeza humana, desde a falta de personalidade, às sevícias que impomos aos outros e aos que deixam um rasto de sangue e de miséria por onde passam; neste rasto de sangue imprime-se a história da humanidade com letras gravadas a ferro e fogo no coração dos homens.
Chega-se ao estado amorfo do ser, em que a dignidade não é mais do que um lamento esquecido nos patamares da violência. Espezinha-se os direitos, amarfanha-se as ideias, pontapeia-se os mais elementares padrões que regem os homens e o status de existência para servirem os interesses e o momento.
O rescaldo da derrota só será medido quando não restar uma única saída para solução do dilema, então o recurso para terminar o sofrimento vem ao de cima, apela-se ao que sempre se temeu, o "suicídio ".
"Suicídio" - uma palavra mórbida ou ideia que se teme e trata-se logo de afastar do pensamento quando nos ocorre, mas esta por vezes absorve totalmente todos os nossos sentidos espezinhados, magoados sem a possibilidade para continuar a luta do dia-a-dia. A ânsia com que aceitamos a ideia de acabar de uma vez por todas com o pesadelo que nos aflige é como uma brasa quente que nos trespassa a alma e todas as nossas defesas são inúteis, a solução passa a ser aceite como uma salvação quase divina.
Para mim, Pedro Manuel, o suicídio é a única saída. A morte será o descanso, o ponto final desta impossível situação, já não reajo nem sinto que respiro, o pensamento está-me nublado, nele só existe uma ideia. No meu cérebro, onde fervilhavam milhares de ideias, hoje só uma me obceca, tolda-me envolvendo-me como uma mão poderosa, que me empurra para a frente, para que não desista do meu propósito, uma névoa oprime todos os meus sentidos … arrasto-me apenas.
Chega-se ao estado amorfo do ser, em que a dignidade não é mais do que um lamento esquecido nos patamares da violência. Espezinha-se os direitos, amarfanha-se as ideias, pontapeia-se os mais elementares padrões que regem os homens e o status de existência para servirem os interesses e o momento.
O rescaldo da derrota só será medido quando não restar uma única saída para solução do dilema, então o recurso para terminar o sofrimento vem ao de cima, apela-se ao que sempre se temeu, o "suicídio ".
"Suicídio" - uma palavra mórbida ou ideia que se teme e trata-se logo de afastar do pensamento quando nos ocorre, mas esta por vezes absorve totalmente todos os nossos sentidos espezinhados, magoados sem a possibilidade para continuar a luta do dia-a-dia. A ânsia com que aceitamos a ideia de acabar de uma vez por todas com o pesadelo que nos aflige é como uma brasa quente que nos trespassa a alma e todas as nossas defesas são inúteis, a solução passa a ser aceite como uma salvação quase divina.
Para mim, Pedro Manuel, o suicídio é a única saída. A morte será o descanso, o ponto final desta impossível situação, já não reajo nem sinto que respiro, o pensamento está-me nublado, nele só existe uma ideia. No meu cérebro, onde fervilhavam milhares de ideias, hoje só uma me obceca, tolda-me envolvendo-me como uma mão poderosa, que me empurra para a frente, para que não desista do meu propósito, uma névoa oprime todos os meus sentidos … arrasto-me apenas.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898745033 |
| Editor: | Alfarroba |
| Data de Lançamento: | junho de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 210 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 128 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789898745033 |
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