Neoliberalismo e Direitos Humanos

de António Avelãs Nunes
Editor: Editorial Caminho, abril de 2003 ‧
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A vida mostra que o homem não deixou de ser o lobo do homem, mas temos razões para acreditar que podemos viver num mundo de cooperação e de solidariedade, num mundo capaz de responder satisfatoriamente às necessidades fundamentais de todos os habitantes do planeta. Um dia destes, talvez saibamos construir uma alternativa ao caos suicidário a que nos querem condenar. Talvez a utopia de Marx esteja a confirmar-se: o desenvolvimento científico e tecnológico conseguido pela civilização burguesa proporcionou um aumento meteórico da produtividade do trabalho humano, criando condições novas no que toca à capacidade de produção. Este desenvolvimento das forças produtivas (entre as quais avulta o homem e o seu saber) só carece de novas relações sociais de produção, de um novo modo de organizar a vida colectiva, para que a humanidade possa saltar do reino da necessidade para o reino da liberdade.

Neoliberalismo e Direitos Humanos

de António Avelãs Nunes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722115346
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Direito > História e Estudos do Direito
EAN: 9789722115346
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Avelãs Nunes

António Avelãs Nunes no ano letivo de 1961/62, enquanto estudante, foi Diretor da Via Latina, considerada pelas Associações de Estudantes do País como o jornal de todos os estudantes portugueses.

Concluída a licenciatura em Direito em 1962, viu recusada por motivos políticos a entrada na carreira da magistratura. Cumprido o serviço militar obrigatório, foi contratado como Segundo Assistente da FDUC, após mais um ano de espera da autorização da Pide.

Antes do 25 de Abril, integrou a Redação da revista Vértice (revista à qual se mantém ligado até hoje) e proferiu conferências em várias localidades do País, inseridas na luta dos intelectuais portugueses contra o fascismo. Depois da Revolução dos Cravos, integrou, como Secretário de Estado, os cinco primeiros Governos Provisórios, saindo do Governo quando Vasco Gonçalves deixou de ser Primeiro-Ministro.

Tendo feito a sua primeira Pós-Graduação com uma tese sobre Direito das Sociedades Comerciais (1967), doutorou-se em Ciências Económicas em 1984, tendo feito toda a sua carreira académica na Faculdade de Direito de Coimbra, como professor de Economia Política. Professor Catedrático desde 1995, foi membro da Assembleia de Representantes da sua Faculdade, Presidente do Conselho Pedagógico, Vice-Presidente e Presidente do Conselho Diretivo, Sub- Diretor e Diretor do Boletim de Ciências Económicas, membro do Senado e da Assembleia da Universidade, e Vice-Reitor da Universidade de Coimbra, desde 2003 até à sua Jubilação (Dez/2009).

Foi durante anos Presidente da Associação Portugal-URSS, membro dos órgãos diretivos do Conselho Português para a Paz e Cooperação, pertencendo, desde o início, aos órgãos diretivos da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo. Foi Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Ateneu de Coimbra e integra os órgãos de direção da Associação Conquistas da Revolução.

É doutor honoris causa pelas Universidades Federais de Alagoas, Paraná e Paraíba, Sigillo d’Oro da Università Degli Studi di Foggia e doutor honoris causa pela Universidad de Valladolid.

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