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Nemeias

Um livro de Píndaro

de Maria Mafalda Viana
Editor: Editora Húmus, setembro de 2022 ‧
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Embora visto desde os cânones da Antiguidade como o maior lírico grego e integrando posteriormente os círculos literários europeus, não se pode dizer que Píndaro seja um autor tão lido como Homero ou Platão. A nossa percepção dos seus versos é a de uma poesia hermética.

Dos Epinícios, foram menos lidas as odes Nemeias (tema deste livro) e as Ístmicas, o que, em parte, poderá dever-se ao lugar que ocupavam dentro daquele conjunto (na edição alexandrina, de Aristófanes de Bizâncio) - em último lugar, as Nemeias (em terceiro, as Ístmicas); aquando da passagem de rolo a codex, as Nemeias passaram para terceiro lugar. De facto, a tendência para seguirmos o que foi sendo instituído pela tradição pode gerar uma força de verdade difícil de contrariar.

No entanto, o livro das Nemeias inclui composições que constituem também grande poesia. Tendo como ensejo os Jogos Nemeus, os seus versos interpelam o nosso espírito com formulações que metamorfoseiam os homéricos, os hesiódicos (e outros) e versam sobre o destino humano, a cidade ou a poesia (a que Píndaro se refere como sophia) e a linguagem.

Nemeias

Um livro de Píndaro

de Maria Mafalda Viana

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897557767
Editor: Editora Húmus
Data de Lançamento: setembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 163 x 233 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 668
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789897557767

Nemeias

Rui Gonçalo

Curioso na capa vir escrito ´´um livro de pindaro´´ uma vez que as mais de 600 páginas são na sua maioria um longo comentário e ensaios da autora aos epinícios de Pindaro. Não obstante ao número reduzido de leitores a quem a obra possa suscitar interesse o valor documental académico encerrado aqui é imenso querendo parecer-me que ao leitor mais casual mas interessado pelo tema da Hélade com seus belos herois diletctos dos deuses e tiranos, figuras históricas e deidades do Olímpo e seus respectivos campos de significado onde mito e realidade se confundem, encontrará aqui muito de proveito, se bem que só depois de alguma luta inicial com a minucia da autora por dissecar as Odes em todos os processos morfológicos e movimentos de linguística para deixar à luz um plano gramatical rigoroso para a interpretação da poesia arcaica de Píndaro num quase David e Golias com essa quase instransponível fronteira imposta pela categoria da língua grega multipla de interpretações

SOBRE O AUTOR

Maria Mafalda Viana

Maria Mafalda Viana é helenista e ensaísta. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Clássicas / Variante de Estudos Clássicos e Portugueses na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também fez mestrado. Foi professora em várias instituições, nomeadamente na Universidade do Algarve, onde se doutorou e passou a professora auxiliar. Fez um trabalho de pós-doutoramento sobre Píndaro (financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia) na Universidade de Lisboa (Centro de Estudos Clássicos), onde também lecionou. Oradora em vários encontros e palestras em escolas, bibliotecas, museus e centros culturais, são de salientar as dezenas de conferências que proferiu no Centro Cultural de Belém, integradas no projeto «Literatura e Humanidades» de Vasco Graça Moura. Tem várias publicações (artigos, ensaios, traduções) sobre Píndaro, Homero, Ésquilo, Platão, poesia latina, Camões, Vasco Graça Moura, poesia, mito, e cultura europeia. Na Tinta-da-china, publicou a sua tradução do Banquete de Platão. É amiga do Arquivo e Biblioteca Ephemera, em cujas atividades participa e no âmbito do qual tem desenvolvido trabalhos variados.

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