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Narrativylirica

de José-Alberto Marques
Editor: Oro, março de 2016 ‧
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Candidato a Presidente da República é assassinado, após exercer o seu direito de voto. O filho segue uma carreira política, de Presidente de Câmara a Deputado, enquanto tenta desvendar o mistério do pai, mas não consegue os seus intentos. No "corpus" literário as personagens principais são variadas. Desde o Cónego que ama Deus e as mulheres, o Coronel, militar de várias patentes, consoante o momento, casa rica, vários amigos, bom "vivant", viajado, conhecedor de actores e actrizes estrangeiras, também pai do deputado, dá festas, afinal, com o dinheiro da mulher. Nunca foi militar. Destaca­-se também, Celínea, pretensa namorada de Albano, rica, médica, poetisa, prostituta, amante da obra de Schubert, descobre­-o também como escritor em Paris onde vai viver, exercendo a sua verdadeira profissão, com "Tête de Vache", que morre em sua defesa. A mulher do candidato enlouquece e brinca na praia como criança. Afinal, o candidato... Deixo ao leitor o prazer de o encontrar no último capítulo. Importante: Este romance é preenchido com textos em itálico, como se o leitor, por vezes, sem desviar os olhos, escutasse uma poética­musical que integra o sentido e a escrita, a performance do Romance.

Narrativylirica

de José-Alberto Marques

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896583149
Editor: Oro
Data de Lançamento: março de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 171 x 238 x 12 mm
Páginas: 152
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896583149

SOBRE O AUTOR

José-Alberto Marques

Natural de Torres Novas, frequentou a Licenciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Obrigado a abandonar os estudos por razões económicas, exerceu diversas profissões ao mesmo tempo que fazia o Curso de História. Radicado em Abrantes desde a década de 1960, foi professor efetivo de Português na Escola D. Miguel de Almeida. Das diversas atividades de intervenção cultural e artística, destaque-se participação no segundo número da revista Poesia Experimental (1966), Operação 1 (1967) e na Conferência-Objecto (Galeria Quadrante, 1967). Recebeu o 1º Prémio Nacional de Literatura Infantojuvenil nas comemorações dos 20 anos do 25 de Abril, com o livro A Magia dos Sinais (1996). Em 1996 recebeu a medalha da cidade de Abrantes. Ligada ao movimento da poesia experimental portuguesa desde as suas primeiras manifestações no final de década de 50, a obra de José-Alberto Marques alia a experimentação fonossemântica e grafossemântica com um lirismo autobiográfico e uma aguda consciência social e política. O quotidiano pessoal surge reenviado ao espaço social coletivo, e a insistente presença de um e de outro são reflexivamente interrogadas pela materialidade da língua e da escrita. Estas são, por vezes, objeto de operações de fragmentação e constelação gráfica, mas também de experimentação narrativa.

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