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«Não Somos Bandidos»

A vida diária de uma guerrilha de direita: a Renamo na época do Acordo de Nkomati (1983-1985)

de Michel Cahen
Editor: Imprensa de Ciências Sociais, dezembro de 2019 ‧
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Em 28 de agosto de 1985, o quartel-general da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo) situado na Casa Banana foi atacado pelas forças zimbabweanas e moçambicanas. Parte dos seus arquivos fora apreendida. Nestes, havia a copia manuscrita de milhares de mensagens rádio, decifradas, entre o Estado-Maior General da guerrilha e os grupos locais.

Michel Cahen pôde estudar 3401 dessas mensagens datadas de 1983 a 1985. Isso forneceu informações sobre os mais variados aspetos da vida diária desta guerrilha de direita: implantações, estruturação e equipamento militar, hierarquia, natureza e duração dos combates, batalha para a população pelos dois campos, recrutamentos, deserções, baixas, centralização das mercadorias e repressão do mercado negro dentro da guerrilha, escolas e hospitais em zona da Renamo, bruxaria, relações com os civis e com as milícias (mudjibas), relações sexuais, psicologia dos combatentes, etc.

É a primeira vez que a Renamo pôde ser estudada com base em documentos internos.

«Não Somos Bandidos»

A vida diária de uma guerrilha de direita: a Renamo na época do Acordo de Nkomati (1983-1985)

de Michel Cahen

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726715429
Editor: Imprensa de Ciências Sociais
Data de Lançamento: dezembro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 233 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 298
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Antropologia
EAN: 9789726715429

SOBRE O AUTOR

Michel Cahen

Michel Cahen é investigador sénior do CNRS no centro «Les Afriques dans le monde» (Sciences Po Bordeaux) e membro associado da Casa de Velázquez (Madrid). Foi investigador visitante no ICS em 2015-2017. Historiador, é especialista em colonização portuguesa contemporânea em África e analista político dos atuais países africanos de língua oficial portuguesa e da «lusotopia» em geral (isto é, para além da «lusofonia»). Além destes temas, interessa-se também pelas problemáticas fascismo e colonialismo, marxismo e nacionalismo, etnicidade e democracia política, subalternidade e colonialidade, racismo e lusotropicalismo. Algumas obras recentes: com Éric Morier-Genoud (eds.), Imperial Migrations. Colonial Communities and Diaspora in the Portuguese World (Basingstoke: Palgrave MacMillan, 2012); com Ruy Braga (eds.), Para além do Pós-colonial (São Paulo: Alameda Editorial, 2018); com Morier-Genoud e Domingos do Rosário (eds.), The War Within. New Perspectives on the Civil War in Mozambique, 1976-1992 [Martlesham (R. U.): James Currey/Boydell & Brewer, 2018]; com Patrícia Ferraz Matos (eds.), «New perspectives on luso-tropicalism. Novas perspetivas sobre o lusotropicalismo», dossier, Portuguese Studies Review [XXVI(1): 2018]. Próximo livro: Provincialiser la Caraïbe, en finir avec la «créolisation», 2020.

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