Mulheres Enclausuradas
As ordens religiosas femininas em Portugal nos séculos XVI a XVIII
SINOPSE
Muitas delas não sentiam particular vocação religiosa. Em geral, era por imposição dos pais, preocupados em deixar a herança nas mãos dos primogénitos masculinos, que faziam a sua entrada nos claustros.
Essas vocações forçadas levaram a que, num grande número de conventos, o comportamento das religiosas estivesse longe do que seria esperado. A recusa da clausura esteve na origem de tentativas de fuga e de distúrbios psicológicos atribuídos a intervenção demoníaca - e objecto, por isso, da vigilância da Inquisição.
Sucederam-se também graves desvios às regras estabelecidas, nomeadamente no que dizia respeito à castidade e à obediência. Até que a própria sobrevivência da instituição monástica foi sendo posta em causa.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896612481 |
| Editor: | Casa das Letras |
| Data de Lançamento: | outubro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 159 x 239 x 30 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 464 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História em Geral
|
| EAN: | 9789896612481 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Clausura e resistência feminina
L.F.M.
“Mulheres Enclausuradas” é uma obra reveladora e rigorosa que ilumina um universo pouco explorado da história portuguesa. O Autor conduz-nos pelos conventos femininos dos séculos XVI a XVIII com uma escrita acessível e uma investigação exaustiva. O livro desmonta mitos e oferece uma leitura crítica sobre o papel social e político da clausura, revelando as tensões entre fé, imposição familiar e resistência silenciosa. Uma leitura essencial para quem se interessa por história, género e poder.
Uma história fascinante sobre estas mulheres
MP
Num contexto histórico, bem elaborado, somos levados a perceber quem eram, donde vinham e o que faziam estas mulheres enclausuradas.
Mulheres enclausuradas
José NR Ermitão
Arlindo Caldeira, autor de obras marcantes sobre a escravatura (Escravos em Portugal e Escravos e Traficantes no Império Português), apresenta agora um livro também marcante sobre uma outra realidade trágica - o enclausuramento forçado, e sofrido, de milhares de mulheres nos conventos femininos portugueses do século XVI ao século XVIII, por razões sobretudo patrimoniais familiares. Um livro rigorosamente documentado, de escrita límpida, que mostra um dos lados sombrios da realidade portuguesa durante a época moderna, ao mesmo tempo que também desfaz alguns mitos comuns sobre essa mesma realidade. Uma realidade suficientemente negra em si, sofrida e também revoltada por parte de muitas da vítimas, para não precisar de mitos acrescentados... Um ponto crítico: devia ter uma adenda sobre as referências do memorialismo britânico da Guerra Peninsular/Invasões Francesas aos conventos femininos e respectivas freiras.
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