Muito, Meu Amor

de Pedro Paixão
Editor: Prime Books, novembro de 2010 ‧
Ler um livro de Pedro Paixão, em voz alta, à pessoa amada. «Podemos começar por qualquer lado.» Ou lê-lo todo de uma vez, do princípio ao fim, porque nem sempre conseguimos parar. Prende-nos esta linguagem, prendem-nos estas imagens, como quem olha por uma janela e vê «as casas, o céu e o mar», como quem olha por uma janela aberta, agora para dentro, e vê «um quarto pequeno, desarrumado, a cada instante mais desarrumado, os corpos desencontrados e depois encontrados...» "Muito, Meu Amor". «Um amor que começou antes de ter começado», porque «não há maneira de parar o coração».«E ele agarrou-lhe na mão, e ela agarrou-lhe na mão, e ficaram de mãos agarradas, primeiro a olharem para as mãos, depois levantando lentamente os olhos, que por fim se encontraram, perdendo-se uns nos outros, sem já saber quem via ou era visto, os olhos ao mesmo tempo a verem e a serem vistos, nus, sem qualquer pudor, como se tudo fosse possível uma vez mais, uma última vez, sem esquecer que o que lhes estava a acontecer é impossível, quanto mais de esquecer.»

Muito, Meu Amor

de Pedro Paixão

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896550882
Editor: Prime Books
Data de Lançamento: novembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 104
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896550882

É só amor e é suficiente

Dália Rodrigues

A escrita indiscritivelmente bela de Pedro Paixão fala-nos do amor, de amar e de ser amado. Choramos, sorrimos, estamos perdidos no amor. É isto que este livro nos faz: questionamos o amor e apercebemo-nos do quanto amamos. As respostas estão entre as linhas.

SOBRE O AUTOR

Pedro Paixão

Pedro Paixão nasceu em Lisboa num frio mês de fevereiro de 1956.
Ocupou o melhor do seu tempo aprendendo e perseguindo as coisas belas. Aos dezanove anos foi diagnosticado com psicose maníaco-depressiva.
Estudou na Universidade Católica de Lovaina e na Universidade de Heidelberga, tendo-se doutorado aos 29 anos. Tentou ensinar durante uma vintena de anos e depois desistiu.
Publicou três dezenas de livros e dois álbuns de fotografia. Escreveu textos para ópera e teatro. Durante o inverno gosta de nadar no mar com o Radar. O que mais gostaria de ter sido: músico. É casado. Tem um filho e dois netos. Vive em Santo António do Estoril.
Mais informações em www.pedropaixao.net.

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