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Muito Mais do que Saudade

Do que falamos quando falamos de regresso?

de Joel Neto e Catarina Ferreira de Almeida

editor: Cultura Editora
Está no ADN dos povos o modo como abordam a viagem, e os Açorianos são um povo de viagem. Viajam porque é a viagem o que os separa do mundo. Viajam porque é a viagem o que os separa da sobrevivência. Viajam porque não podem confinar-se, por mais um momento que seja, às fronteiras da ilha — àquela pequenez, àquele horror. E, contudo, sucumbem à falta dela ao fim de poucos dias. Mas onde está o verdadeiro regresso? No que regressa de facto ou no que o foi atrasando, porque nunca partiu? Dito mais à maneira de Chatwin: onde está o nómada? O nómada é aquele que viaja ou, pelo contrário, aquele que fica? É o que leva a casa consigo para onde quer que vá ou o que permanece no mesmo sítio, a sonhar com a viagem?

E que papel representa nisso a ideia de casa? Que casa é essa a que se regressa? Que casas existem? Onde fica a nossa casa durante a nossa ausência? Que género de casa podemos construir nesse outro lugar de onde não somos? E é de regresso mesmo que falamos, afinal, ou é outra a palavra?
Durante um ano, Joel Neto e Catarina Ferreira de Almeida viajaram pelas ilhas dos Açores e os principais destinos da diáspora açoriana, à procura da pirâmide lexical do regresso a casa. Realizado sob a égide da FLAD — Fundação Luso-Americana Para o Desenvolvimento, o projecto deu origem ao filme O Caminho de Casa (www.vimeo.com/ocaminhodecasa), com realização de Arlindo Horta e estreia na RTP, e conclui-se agora com Muito Mais do Que Saudade.

O futebolista Pauleta ou a museóloga Andreia Silva, o casal operário Maria e António Linhares ou o gestor Ângelo Garcia, braço direito de George Lucas: as entrevistas recolhidas percorrem extractos sociais, géneros e idades, além de geografias. Afinal, o que prende essas pessoas, todas essas pessoas, todos esses tipos de pessoas (se disso alguma vez se poderá falar), àqueles "nove torrões espalhados no mar" por que, na flor da idade e no topo da carreira, o executivo Roberto Lino trocou o Silicon Valley?

Muito Mais do que Saudade

Do que falamos quando falamos de regresso?

de Catarina Ferreira de Almeida e Joel Neto

ISBN: 9789898979391
Editor: Cultura Editora
Idioma: Português
Dimensões: 174 x 241 x 31 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Literatura de Viagem Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789898979391
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Melancolia em jeito de saudade

Manuel de Mesquita

Há uma pertença contínua nestas páginas em que Joel Neto e Catarina Ferreira de Almeida entrevistam pessoas que regressaram de alguma maneira a algum lugar. Os conflitos são evidentes: é saudade da terra? É melancolia? É desejo de não perder as raízes? É aprender a viver à distância? Os testemunhos e as entrevistas leem-se muito bem. o diário da Catarina é muito rico e as fotografias são lindas! É um livro com excelente qualidade! Recomenda-se sem dúvida, porque todos temos algum emigrado ou que teve de lidar com o conflito de regressar.

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