Muchacho

de Emmanuel Lepage
Editor: Edições Asa, fevereiro de 2007 ‧
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Paixão pictórica, paixão amorosa, paixão revolucionária: é a paixão que dá vida a Muchacho, história em dois volumes, de que este é o primeiro. Através do destino complexo e movimentado de um jovem pintor seminarista, Emmanuel Lepage dá a ler e a ver uma obra sobre a generosidade e a rebelião numa narrativa dramática sobre a vida numa pequena aldeia da Nicarágua no tempo da ditadura de Somoza. O argumento é emocionante e o traço e a cor excepcionais.

"Gabriel! Você vai pintar a Paixão!
Imagine Jesus, um homem que se insurgiu contra o invasor e os seus partidários...
Imagine o sangue e o suor que lhe escorrem pelos olhos, o peso em cima dos ombros...
Ele caminha, mas há Nele uma luz e, graças a ela, Ele mantém-se de pé apesar da humilhação!
Não acha que isto diz mais a estes camponeses do que as múmias estáticas que povoam as igrejas? A luz não está no ouro de uma auréola! Os pintores que tanto admira, os que representaram Nosso Senhor e os seus santos, iam buscar os modelos aos bordéis, às prostitutas que frequentavam, aos camponeses desenraizados, aos meliantes. Há que levantar o véu... Compreende?"

Muchacho

de Emmanuel Lepage

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724148175
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: fevereiro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 238 x 311 x 9 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Aventura
EAN: 9789724148175

SOBRE O AUTOR

Emmanuel Lepage

Emmanuel Lepage (1966 - ) é argumentista e desenhador, nasceu em Saint-Brieuc, França, em 1966. O encontro que tem, aos 13 anos, com o desenhador Jean-Claude Fournier (Spirou), será determinante. Fournier, tal como Franquin fizera consigo, ensinar-lhe-á os rudimentos da profissão. Com formação em arquitetura, Lepage é sobretudo um viajante curioso - o que lhe interessa em primeiro lugar são as pessoas, a sua vida. O que não deixa de ser um estranho paradoxo, pois a sua notoriedade enquanto desenhador baseia-se, em grande parte, nas imensas paisagens, sublimes e líricas, que caracterizam os seus maiores sucessos: "Muchacho", "La Lune est Blanche", "Ar-Men"... .O seu olhar está, no entanto, noutro lugar, debaixo da pele das suas personagens, uma vida interior que explora com a acuidade, a sensibilidade e o talento de um desenhador generoso, sempre em busca da sua verdade gráfica. O diário OUEST-FRANCE acolheu as suas primeiras ilustrações em 1983, tendo também publicado o seu primeiro álbum intitulado "La fin du monde aura-t-elle lieu?". Em 1990, na Lombard, publicou os dois volumes de "O Enviado", escrito por Georges Pernin e baseado no romance de Huguette Carrière. Com textos de Dieter, surgiu então na editora Glénat a série "Névé", que em 1992 ganhou o Prémio Ballon Rouge no festival de Saint-Malo. "A Terra Sem Mal" (2000) reconstrói com notável autenticidade a vida dos índios da amazónia, tal como percebida por um etnólogo francês na época em que a Segunda Guerra Mundial assolava a Europa. Esta obra, (que surgiu na coleção "Aire Libre" e conta com argumento de Anne Sibran), ganhou vários Prémios: Prémio do Júri Ecumênico de Banda Desenhada (Prémio Valores Humanos), Grande Prémio do Festival de Sierre, na Suíça, Prémio da Associação de Livrarias de Banda Desenhada. A sua primeira grande história como autor completo, "Muchacho", obteve o Prémio Château de Cheverny da Banda Desenhada.

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