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Moçambicana

de Agostinho Fernandes
Editor: Edições Humus, maio de 2012 ‧
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A memória da Guerra Colonial, como a dos períodos que cingem o percurso da humanidade a lugares de dor e transposição, não está encerrada. Nem, dir-se-á, estabelecida, enquanto historiografia, testemunho, elaboração literária por forma a prescindir dos documentos e contributos que dimanam de quem a viveu ou investigou. Cinquenta anos após a eclosão dos movimentos emancipalistas e da luta armada pela independência das ex-colónias portuguesas, houve no país ciclos de debates, publicações, iniciativas, que, não obstante insuficiências, bem comprovam a premência de um tema que permanece cicatriz e ferida, ainda eriçado de interditos, malquerenças, incompreensões, a desafiar o futuro.
Moçambicana, de Agostinho Fernandes, insere-se neste contexto de feição muito peculiar, assumindo a experiência concreta e, a partir dela, uma meditação que transcende a circunstância pessoal para relevar feitos e fracassos de um povo ao longo de séculos. Revisitando acontecimentos, medos, fascínios, interrogações, exprime a notação do quotidiano na frente de combate e as vozes do pretérito que o percutem, nos diferentes planos cognitivos, morais e estéticos.

Moçambicana

de Agostinho Fernandes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898549129
Editor: Edições Humus
Data de Lançamento: maio de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 228 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789898549129

SOBRE O AUTOR

Agostinho Fernandes

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD, onde alicerçou uma política inovadora nesta área. Promoveu os Encontros Municipais e de Formação Autárquica, fundou o Boletim Cultural. Dinamizou o movimento associativo local.

Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001. O seu trabalho de autarca a favor da educação, ensino e acção social (foi um dos primeiros autarcas do país a criar no seu concelho uma rede pública de infantários) foi reconhecido em 1993 pela UNICEF, que o declarou Presidente da Câmara Amigo das Crianças.

Ao longo dos seus sucessivos mandatos – que se estenderam por um período de quase 20 anos – o concelho transfigurou-se. A ele se deve a implantação de importantes infraestruturas como o Citeve, Matadouro Central, Universidade Lusíada, Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Biblioteca Municipal, Artave, Centro Coordenador de Transportes, Casa das Artes, Museu da Indústria Têxtil e piscinas municipais.

Também tomou decisões polémicas, como a urbanização da parte dos terrenos de Sinçães, a instalação de grandes e médias superfícies comerciais à entrada da cidade, e a demolição do Cine-teatro Augusto Correia.

Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave, tendo, neste âmbito, enfrentando a maior contestação popular dos seus mandatos com a construção da ETRSU de Riba de Ave.

É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

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