Metamorfoses

de Ovídio
Editor: Cotovia, junho de 2007 ‧
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Depois do sucesso que granjeou na sociedade romana com Arte de Amar e Amores (também publicados nos Livros Cotovia), Ovídio (século I a.C. - I d.C.) lançou-se na escrita de uma das obras mais singulares da literatura de sempre, As Metamorfoses. Poucos textos da Antiguidade Clássica exerceram influência tão profícua na história da cultura ocidental, em particular nas artes plásticas, música e literatura.

Ovídio conta histórias de transfiguração, de 'metamorfose' de deuses e de homens, em fontes, árvores, rios, pedras, animais... num universo abertamente ficcional. (Con)fundindo deliberadamente ficção e realidade, Ovídio leva o leitor a perder-se neste mundo imaginário, e mascara de verosimilhança as suas histórias, que se vão sucedendo de forma contínua, sem quaisquer comentários moralistas ou reflexões teóricas sobre o sentido das 'metamorfoses'. Narciso, Eco, Aracne, Midas, Ariadne, Orfeu e Eurídice, Pigmalião, Píramo e Tisbe, Dédalo e Ícaro,... nos versos de Metamorfoses construiu-se um dos mais deslumbrantes universos ficcionais da cultura ocidental.

Pela primeira vez, em versão integral em português, Metamorfoses foram traduzidas por Paulo Farmhouse Alberto, respeitando fielmente o fluir natural do texto original, e incluem notas, glossário e mapas, para que o leitor desfrute ao máximo da obra de Ovídio.

«Dada a importância desta obra para a cultura ocidental [...] surpreendia que ainda não tivesse sido dada à estampa nenhuma tradução completa na nossa língua. [Esta tradução completa, por Paulo Farmhouse Alberto] é uma edição cuidada. Completam a traduçõa, já de si de grande qualidade, duas peças sobremaneira úteis: uma introdução sóbria, sem excesso de erudição, mas suficiente para enquadrar o leitor menos versado na literatura latina; breves notas de rodapé, apenas com o objectivo de identificar sumariamente as personagens míticas referidas no corpo do texto; e, por fim, um glossário que é, também, índice onomástico, para ajudar à identificação das inúmeras figuras mitológicas e, ao mesmo tempo, para permitir localizar no texto ovidiano todas as referências directas ou indirectas, que a cada uma são feitas. Eis pois, um acontecimento editoria que bem merece ser saudado.»
Carlos Ascenso André, Público

Metamorfoses

de Ovídio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727952069
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: junho de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 235 x 45 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 448
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789727952069

Paciencia

Aussieroo

Não é uma leitura fácil. Primeiro é preciso ler, depois tentar decifrar, por vezes pesquisar e muitas vezes voltar a ler. A partir do momento em que apanhamos o jeito, torna-se um vicio e praticamente não conseguimos falar de mais nada. passamos a contar histórias de deuses e humanos umas trágicas outras menos. Amor, odio vingança ciúmes, desgosto e guerras passam a fazer parte do nosso dia a dia. Histórias que inspiram ainda hoje outros escritores, pintores e músicos. úpiter, Mercúrio, Narciso, Hermafrodito, Medeia, Medusa, Filomela, Dédalo, Ícaro, Minotauro, Ariadne, Hércules, Orfeu, Eurídice, Pigmalião, Vénus, Adónis, Apólo, Dafne, Midas, Aquiles, Ájax, Sibila, Ulisses, Pitágoras, são apenas alguns dos nomes que passamos a tratar por tu, e que pensávamos ter uma ideia de quem seriam ... nada mais errado. Para quem tiver a paciência necessária vale bem o esforço que requere.

Metamorfoses de Ovídio

Maria Sobral Velez

Personagens que fazem parte do nosso imaginário povoam estas " Metamorfoses", como Aradne, Polifemo, Narciso, Ícaro, Orfeu, Eurídice e Pigmalião. Uma excelente tradução permite-nos ter acesso à recriação mitológica , ao jogo entre ficção e realidade , construído por Ovídio, de forma original e criativa.

Bom

Mariana Santos

Livro bom adequado ao meu curso universitário para adquirir mais alguns conhecimentos. Recomendo

SOBRE O AUTOR

Ovídio

Públio Ovídio Nasão nasceu em Sulmo, a atual Sulmona, a 20 de março de 43 a.C. Cedo entrou nos meios literários de Roma e se tornou próximo dos melhores poetas de então. Assim teve início o seu percurso pela poesia amorosa e erótica, que o levaria, sucessivamente, a compor as Heróides, a Arte de amar, os Remédios contra o amor, os Tratamentos para a beleza da mulher. Em meio de tão grande sucesso e quando nada o fazia prever, atingiu-o um duro golpe da fortuna, súbito e inesperado: Augusto, em 8 a. C., expulsou-o de Roma e condenou-o ao exílio, em Tomos, nos confins do Império, no atual território da Roménia. E, já em Tomos, foi compondo cartas que tinham por destinatários a esposa, os amigos, a família que em Roma ficara. Organizou-as em duas coletâneas: os Tristes, primeiro, ou, talvez, numa tradução mais fiel, Cantos de tristeza, e, mais tarde, as Cartas do Ponto. Em uma e outra abundam poemas de queixume, de tristeza, um canto doentio e monótono, de quem sente fugir-lhe a inspiração para tudo o mais que não seja a celebração da sua própria dor. A qualidade estética desses poemas tem dividido os estudiosos; seja como for, porém, a verdade é que, com essas coletâneas, Ovídio inaugurou uma nova modalidade de poesia, a que poderíamos, sem exagero, chamar "poética do exílio".

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