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Memórias de um Desertor

De Aljustrel a Bruxelas via Penamacor

de Sérgio Palma Brito

editor: Edições Colibri, junho de 2020
«A 1 de abril de 1965 sei que vou ser incorporado na Companhia Disciplinar de Penamacor. A PIDE não me prende na leva de 21 de janeiro e opta por me afastar de Lisboa e das Associações de Estudantes. Perco o adiamento do Serviço Militar, serei soldado raso com criminosos de delito comum, politicamente marcado e em quartel de regime muito duro. No tempo de um relâmpago tomo consciência de passar o Natal no exílio ou no primeiro dos seis anos de prisão no Forte de Elvas, conhecido pela tortura da barrilada. A 3 de maio de 1965 pelo meio-dia, entro no quartel da 1.ª Companhia Disciplinar acompanhado pelo padre Lobato, pároco de Aljustrel. Durante estes meses sou o soldado n.º 30/65 da 1.ª C. D. A 3 de setembro tenho licença de 10 dias. Às sete horas da manhã de 24 de setembro, sou desertor. Em 23 de setembro chego a Paris e completo com sucesso o salto para a Liberdade indissociável da deserção. A 26 chego a Bruxelas e começa o exílio. Em 1 de fevereiro de 1977 regresso a Portugal. Esta obra de Sérgio Palma Brito é um singular testemunho de memória, importante. Um contributo para a história da nossa terra durante os anos da ditadura impressivo.
Também um olhar curioso sobre a nossa imigração política e o exílio. Sempre na primeira pessoa do singular mas sem egocentrismo. Sobre um percurso pessoal rico. Que começa com a infância, e juventude, em Aljustrel. Onde desperta, como nos conta de forma saborosa, a sua consciência social, solidária. Raiz depois da sua militância política no PCP. Corajosa e audaz como não poderia deixar de ser durante esses anos de chumbo. (…) Incorporado pela PIDE na Companhia Disciplinar de Penamacor, de onde depois desertará, o relato memória de Sérgio Palma Brito coloca, para além do fascinante interesse de algumas histórias contadas, questões sobre as quais importa reflectir. E também sobre as quais faltam outros testemunhos reflexões. A ver, a colaboração entre militares e órgãos repressivos da ditadura nomeadamente a PIDE. E a questão da deserção de uma guerra colonial, estúpida, injusta, criminosa. A deserção que é então, faço questão de o sublinhar, um acto de grande coragem e audácia. Por maioria de razão de Penamacor.»

[João Barroso Soares]

Memórias de um Desertor

De Aljustrel a Bruxelas via Penamacor

de Sérgio Palma Brito

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896899554
Editor: Edições Colibri
Data de Lançamento: junho de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 230 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 284
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789896899554
Sérgio Palma Brito

Sérgio Palma Brito nasce em Aljustrel em 1944. Em 1961, adere ao Partido Comunista e é caloiro do IST. Eleito dirigente associativo na AEIST, é expulso do IST em 1964 e denunciado à PIDE. Incorporado na 1.ª Companhia Disciplinar em 1965, deserta e exila-se na Bélgica. Aí estuda e faz carreira a que renuncia para voltar a Portugal (1977). É gestor de empresas de turismo até ser Diretor Geral da Confederação de Turismo. Entre outros, é autor de Notas Sobre a Evolução do Viajar e Formação do Turismo, Território e Turismo no Algarve, Direção Geral do Turismo – Contributos para a sua história e Albufeira – Formação e futuro do turismo (a publicar em 2020).
É Comendador da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial (Classe de Mérito Comercial) e Medalha de Mérito Turístico (Grau Prata).

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