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Memórias Daquela Aldeia

Um povo – Uma vida

de José Miguel Alves
Livro eBook
Editor: 5livros, maio de 2021 ‧
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O trabalho de pesquisa é, frequentemente, uma componente importante do trabalho literário e histórico. Nesta obra, porém, o autor teve essa tarefa facilitada, já que a vida da aldeia que descreve é baseada na sua própria vivência.
Desde o final da década dos anos trinta do século XX, até ao final da década dos anos sessenta do mesmo século, são verídicos os factos sobre esta sua terra natal no norte da Ilha da Madeira, uma aldeia chamada Santana.
A submissão condicionava a vida de um povo humilde e trabalhador, dividido entre uma certa melancolia e as alegrias do viver aldeão, onde tudo faltava, mas tudo se remediava.
Entre fome, choros, risos e cânticos, festas e romarias, estava a vida sadia do dia-a-dia.

O cheiro da terra, ao semear o grão,
era o arauto do dia da colheita do pão.

A humilde linguagem, mais adiante descrita em alguns textos, era duma doçura imaculada. Seria um ato de ingratidão para com aquelas gentes não temperar este livro com um pouco desse sabor, ofertando, assim, ao leitor um cálice desse licor aromatizado com tão divina essência.

Memórias Daquela Aldeia

Um povo – Uma vida

de José Miguel Alves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897822827
Editor: 5livros
Data de Lançamento: maio de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 237 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 218
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789897822827

leituras

Telo Renato Alcântara Camacho

Muito bom este volume, fiquei a conhecer aspectos da vivência daquele tempo

SOBRE O AUTOR

José Miguel Alves

Naquele longínquo ano de 1946, quando o mundo procurava sair dos efeitos nefastos, que a guerra deixara, nascia José Miguel Alves na freguesia de Santana, Ilha da Madeira. Época muito difícil, onde nem o trabalho das crianças era poupado. Deste modo, cedo começou a ajudar os pais nas lides campestres, tarefa que só deixou depois de ter conseguido ir trabalhar como operário de velas, numa fábrica da especialidade na sua terra. Posteriormente, o serviço militar obrigatório, fê-lo mudar de ares para o Funchal, onde cumpriu este dever cívico.
Regressado à vida civil, fixou residência na referida cidade do Funchal, onde começou a trabalhar na hotelaria, mudando-se alguns anos depois, para o sector bancário, mantendo-se nesse trabalho até à sua reforma. Habituado às arduidades da vida, não se poupou a esforços para atingir outros patamares, que na aldeia lhes foram impossíveis atingir. Matriculou-se na Escola Industrial e Comercial do Funchal como trabalhador estudante, concluindo o Curso Geral De Administração e Comercio.
Confessa-se um amante fervoroso da natureza, o que o levou a praticar montanhismo durante alguns anos. Atualmente na reforma, preenche parte do seu tempo, entre a escrita e a música, com particular gosto pela poesia, que vai alternando com as vibrações das cordas do seu bandolim.
Ama a vida e, gosta de juntar as pessoas em alegres convívios musicais.

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