Memórias da Minha Aldeia
Vale do Açor, 1930-1960
Editor:
Edições Colibri, maio de 2025 ‧
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SINOPSE
Largo das Amoreiras, no centro da aldeia, a meio da Rua Grande, era o palco de espetáculos ambulantes, as comédias, que atraiam novos e velhos, e cujos artistas eram uns saltimbancos, que mal conseguiam matar a fome, com as moedas de um tostão que lhes íamos depositando na pequena caixa de papelão, colocada estrategicamente no chão, no local onde se desenrolava o espetáculo. Moedas que, para quem as dava, representavam um certo esforço económico e maior mágoa, por não poderem recompensar, de forma mais avultada, quem lhes mostrava tamanhas habilidades que a todos encantavam. Os serões das comédias eram vividos com muito entusiasmo pelos habitantes da aldeia, ávidos de algo que lhes alterasse as suas rotinas e alegrasse os seus dias sempre iguais, e para a maioria, pesados pelo duro e árduo trabalho. Compare-se com toda a variedade de entretenimentos a que agora todos temos acesso.
Notícias dos familiares, amigos e namorados que estavam longe, recebiam-se através das cartas que se levantavam na taberna de António Basílio Vital, conhecido por António da Venda, onde diariamente era deixado, logo pela manhã, o saco do correio que proveniente de Ponte de Sor chegava na camioneta da carreira que fazia o trajeto até Portalegre, transportando passageiros e bagagens. A abertura do saco era um momento vivido com muita ansiedade pelas pessoas que aí se juntavam, na expectativa de ouvir o seu nome dito em voz alta, escrito em alguma das cartas que tinham saído do saco. Alguns abandonavam a taberna com a satisfação de terem recebido o desejado correio, ainda que as notícias por ele trazido nem sempre fossem as mais desejadas, mas os outros, os que não recebiam nada, saíam de lá com alguma desolação, mas também com a esperança de que a camioneta, que viria no dia seguinte, lhes iria trazer as esperadas notícias. Os tempos mudaram e passou-se a receber a correspondência à porta, pelas mãos do carteiro.
Notícias dos familiares, amigos e namorados que estavam longe, recebiam-se através das cartas que se levantavam na taberna de António Basílio Vital, conhecido por António da Venda, onde diariamente era deixado, logo pela manhã, o saco do correio que proveniente de Ponte de Sor chegava na camioneta da carreira que fazia o trajeto até Portalegre, transportando passageiros e bagagens. A abertura do saco era um momento vivido com muita ansiedade pelas pessoas que aí se juntavam, na expectativa de ouvir o seu nome dito em voz alta, escrito em alguma das cartas que tinham saído do saco. Alguns abandonavam a taberna com a satisfação de terem recebido o desejado correio, ainda que as notícias por ele trazido nem sempre fossem as mais desejadas, mas os outros, os que não recebiam nada, saíam de lá com alguma desolação, mas também com a esperança de que a camioneta, que viria no dia seguinte, lhes iria trazer as esperadas notícias. Os tempos mudaram e passou-se a receber a correspondência à porta, pelas mãos do carteiro.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895665266 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | maio de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 161 x 231 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 218 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Antropologia
|
| EAN: | 9789895665266 |
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