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Memento Mori

Frente a São Jerónimo de Dürer

de António de Castro Caeiro
Editor: Documenta, Janeiro de 2025 ‧
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Irina Duarte: «Entender a profundidade desta obra implica pensar o homem que a pintou.»


«A presente colecção reúne as conferências apresentadas no ciclo Frente à Obra. Arte e Filosofia, que teve lugar no Museu Nacional de Arte Antiga, entre 2 e 7 de Maio de 2022, como resultado de uma colaboração entre o Plano Nacional das Artes, o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Instituto de Filosofia da Nova e o MNAA. Os oradores foram convidados a escolher uma obra do Museu e a propor uma reflexão filosófica na presença da mesma, antecedida por uma contextualização histórica apresentada por um membro da equipa do Museu. A publicação das conferências vem agora a público, entendendo-se como uma partilha e um testemunho das possibilidades que a relação entre a arte, a história e o pensamento abrem a todos nós.»
Maria João Mayer Branco, Paulo Pires do Vale, Tomás Maia

«Nenhum instante, por mais breve que seja, volta para trás. A imagem da ampulheta, mesmo que congelada e fixa no quadro e cristalizada pelo olhar da pintura, é dinâmica. É precisamente isso que está aqui em causa na expressão do memento mori. «Lembra-te de que estás a morrer.» O complemento directo é o infinitivo do verbo depoente. O presente do infinitivo do verbo depoente é «estás a morrer», «lembra-te de que estás a morrer». Eu não estou a morrer só quando me lembro disso. Eu estou continuamente a morrer. E é justamente isso que aqui está de alguma forma em causa. E o que se pensa — e isto é uma forma estratégica muito antiga — é que ao olhar a morte, ao pensar uma representação da morte, há uma convocação, há o conjuramento de uma possibilidade aparentemente adormecida. É isto o que acontece na nossa vida: todos nós sabemos que vamos morrer. Estatisticamente, até agora, toda a gente tem mor- rido, mas pode ser que a morte se esqueça de mim, que eu possa continuar para sempre. É essa lembrança contínua, absolutamente adormecida, de que um dia vou morrer a mensagem do quadro. Embora, ao olhar o quadro, possamos continuar adormecidos. Vamos morrer um dia, sim, mas para já não.» António de Castro Caeiro

Memento Mori

Frente a São Jerónimo de Dürer

de António de Castro Caeiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895681723
Editor: Documenta
Data de Lançamento: Janeiro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 163 x 210 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > História da Arte
EAN: 9789895681723

SOBRE O AUTOR

António de Castro Caeiro

António de Castro Caeiro é especialista em Filosofia Antiga, com ênfase nas tradições filosóficas grega, latina e alemã. É professor de Filosofia Antiga na NOVA FCSH. Foi investigador visitante na Albert Ludwig Universität, na Universidade de São Paulo, na University of South Florida e no Oriel College, Oxford. É membro do Grupo de Investigação de Filosofia Antiga do Culture Lab do IFILNOVA.
As suas contribuições académicas incluem traduções de referência: Odes Píticas, Odes Olímpicas, de Píndaro; Ética a Nicómaco de Aristóteles; e Fragmentos dos Livros Perdidos, Constituições Perdidas e Fragmentos Científicos, de Aristóteles. É também autor de ensaios filosóficos originais, como São Paulo: Apocalipse e Conversão, Um Dia não São Dias e Reflections on Everyday Life. O seu livro mais recente, O Que É a Filosofia?, venceu o Prémio de Ensaio 2024 da Sociedade Portuguesa de Filosofia.

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