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Medusa no Palácio da Justiça ou Uma História da Violação Sexual

de Isabel Ventura

editor: Tinta da China, março de 2018
Violação, estupro, atentado ao pudor, assédio: a primeira grande investigação sobre violência sexual em Portugal.

Houve tempos em que uma violação podia ser perdoada se o agressor casasse com a vítima, para reparar o mal feito à família (e não à mulher). Durante décadas, a lei (e a medicina) defendia que uma violação não se podia consumar se a mulher não quisesse. Até depois dos anos 1980, só se considerava violação quando havia cópula completa, ou seja, penetração vaginal com ejaculação — preferencialmente, com marcas claras de violência, para provar que a mulher resistiu até ao fim.

E há, até aos dias de hoje, acórdãos de tribunal a julgar o comportamento das vítimas e a encontrar atenuantes para o crime quando uma mulher é «experiente», adúltera, provocadora. Analisando todas as teorias — das feministas às científicas —, séculos de leis e centenas de casos em tribunal, Isabel Ventura faz um retrato inédito da violência sexual em Portugal.

Medusa no Palácio da Justiça ou Uma História da Violação Sexual descreve preconceitos de género que fazem com que este crime ainda seja considerado menos grave do que alguns furtos, e mostra o quanto a letra da lei — mesmo quando evolui — continua sujeita a interpretações toldadas por um pensamento falocêntrico e conservador, compreensivo para com o agressor e desconfiado para com a vítima.

Medusa no Palácio da Justiça ou Uma História da Violação Sexual

de Isabel Ventura

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896714277
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: março de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 209 x 32 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 408
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > História e Metodologia Científica
EAN: 9789896714277
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Um livro que todos deveríamos de ler

Bruna dos Santos Costa

Um livro que todos deveríamos de ler para perceber o fosso das desigualdades sociais existentes ainda na sociedade. Com a abordagem sociológica e elementos históricos deste livro vamos construindo uma linha para entender o papel da mulher e a sua posição na sua vertente sexual.

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Banho de realidade

Andrea Peniche

Este precioso estudo de Isabel Ventura analisa diversas teorias, séculos de leis e centenas de casos de tribunais, convidando-nos a mergulhar na impressionante história da violência sexual em Portugal. É um mergulho tão duro quanto revelador. Emergimos da leitura com a certeza de que o direito, ao longo da história, tem sido uma das ferramentas legitimadoras da desigualdade e da subordinação das mulheres, nomeadamente no que diz respeito ao exercício da sua sexualidade. Percebemos que a cultura da submissão feminina se perpetua também através de um ordenamento jurídico alicerçado tantas vezes nas convicções morais de quem julga e não necessariamente na letra da lei, o que destrói a imagem tantas vezes defendida do direito objetivo.

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Absolutamente corajoso

Tânia

Este livro foi absolutamente bem escrito e bem conseguido do ponto de vista em que nos mostra como é difícil ser mulher. Isto parece um cliché mas somos nós, mulheres, as maiores vítimas de assédio e consequentemente de violação. Recomendo a quem tenha interesse a nível penal sobre este tipo de assuntos e até mesmo a quem não tem pois faz-nos pensar na sociedade em que vivemos com outros olhos.

Isabel Ventura

Isabel Ventura (Lisboa, 1975) doutorou-se na Universidade do Minho, com uma tese sobre crimes de violação.
É mestre em Estudos sobre as Mulheres (Universidade Aberta), tendo apresentado nesse contexto a tese que deu origem ao livro As Primeiras Mulheres Repórteres (2012, Tinta-da-china), e licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra.
É investigadora do Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS) da Universidade do Minho, e membro do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta.

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